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Economia

Copel muda o foco: estatal paranaense deixa o setor de geração distribuída

A empresa vendeu quatro usinas solares para a Thopen, do Grupo RZK, por R$ 78 milhões

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O negócio ainda precisa da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) | Foto: Divulgação/Copel

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) vendeu quatro usinas solares para a empresa de energia Thopen — lançada a partir da antiga RZK Energia no início do ano — e se retirou do segmento de geração distribuída.

As empresas fecharam o negócio por R$ 78 milhões. A decisão da Copel reforça sua mudança de estratégia.

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O segmento de geração distribuída refere-se à produção de energia elétrica realizada pelo próprio consumidor, em pequena escala e próxima — ou no próprio local — do ponto de consumo, utilizando predominantemente fontes renováveis.

As quatro usinas somam 22 megawatts-pico (MWp). O negócio ainda precisa da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Copel já havia vendido outras 13 usinas

Segundo nota da Copel, a decisão integra o processo de otimização do portfólio, priorizando outros ativos.

No início de 2024, a companhia já havia negociado 13 pequenas usinas com o Grupo Electra, por cerca de R$ 450 milhões.

De acordo com a Copel, essas vendas fazem “parte do movimento de otimização de portfólio da companhia”, que agora passará a “se concentrar em ativos de maior porte”.

Expansão acelerada da Thopen em 2025

Esta é a sexta aquisição registrada pela Thopen em 2025. No fim de outubro, a empresa concretizou a compra de 45 usinas solares distribuídas por sete Estados, adquiridas da Matrix Energia, por R$ 556 milhões, elevando o total investido no ano para quase R$ 2 bilhões.

Com as recentes operações, a Thopen alcança 714 MWp de capacidade instalada em 22 Estados e se aproxima da meta de 1 GWp até 2026.

O número de unidades consumidoras sob gestão chega a cerca de 300 mil, e a expectativa é atingir 1 milhão até o fim de 2026.

Leia também: “Na véspera da COP30, governo Lula beneficia usina a carvão dos irmãos Batista”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 294 da Revista Oeste

No mercado, a Thopen se destaca pelo gerenciamento e geração de energia elétrica. Entre suas acionistas estão a Pontal Energy, que possui geração centralizada, e a NM Capital, liderada por Alexandre Grendene e investidores ligados à família Rezek, fundadora do Grupo RZK.

Ao comentar a inauguração da primeira usina própria, em Goiás, em setembro, o CEO da Thopen e da Pontal Energy, Gustavo Ribeiro, destacou o compromisso com a “democratização do acesso à energia renovável e economicamente viável no Brasil”.

“O investimento de R$ 140 milhões no Estado reforça nossa crença no potencial da energia limpa e nos aproxima dos nossos objetivos de expansão da nossa capacidade, reforçando nossa posição de liderança no mercado de energia e aprimorando a oferta aos nossos clientes de forma eficiente”, afirmou o executivo.

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