Uma pesquisa da Ember, think tank independente de energia, mostrou que o Brasil é líder em uso de energia elétrica renovável, entre os países do G20, já que 89% de todo o seu uso de 2023 vêm de fontes limpas, como hidrelétricas, eólica, solar e bioenergia.
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Dessa forma, apenas 11% do uso brasileiro de energia elétrica são de fontes não renováveis. A marca impressiona. Ela fica muito acima de outras nações que se dizem interessadas na preservação do meio ambiente, como a França, por exemplo.

O país gerido por Emmanuel Macron é apenas o 11° entre os países do G20 — que é composto por 19 países, além da União Europeia. Do total, 74% da energia elétrica dos franceses vem de fontes não renováveis, como petróleo, carvão mineral, gás natural e nuclear.
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O estudo divulgado neste mês de agosto é de autoria da Ember. A iniciativa nasceu em 2008, com o nome de Sandbag, e foi relançada em 2020 com o nome atual. A empresa realiza análise de dados globais de eletricidade e, de acordo com o próprio site, tenta avançar na eliminação gradual do carvão e acelerar a transição global da eletricidade.
O Brasil é referência mundial em uso de energia limpa

Na liderança entre os países, o Brasil é referência mundial em uso de energia renovável. Muito disso é possível graças às quase 150 hidrelétricas presentes no território brasileiro — mais precisamente, 147. Há ainda outras em planejamento e em construção.
Esta modalidade de geração de energia é responsável por 60% de todo o uso do Brasil. Além dos 11% de energia não renovável, o Brasil tem ainda 21% da energia solar e eólica e 8% da bioenergia.
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Na sequência, o segundo país que mais usa energia renovável é o Canadá, com 58% de hidrelétricas e 34% em energia não renovável. Os outros 8% são distribuídos entre eólica, solar e bioenergia.
O bom exemplo da Europa fica por conta de Alemanha (3°) e Reino Unido (4°) e Itália (6°). Alemães e italianos ajudam a colocar a União Europeia, que também faz parte do G20, em 5°. Apesar disso, apenas Brasil, Canadá e Alemanha não têm nas fontes não renováveis seu maior uso de eletricidade, ou seja, abaixo de 50%.
E a França?

Apesar de preocupada com a atuação brasileira no meio ambiente em seu próprio território, como no caso dos incêndios da Amazônia (mas apenas no governo anterior), a França não está entre as nações que mais utilizam de fontes renováveis para o uso de energia elétrica.
Atrás também de Turquia (7°), Austrália (8°), Argentina (9°) e China (10°), a França utiliza 74% de sua eletricidade de fontes não renováveis, enquanto 10% vêm de hidrelétricas e 14% de solar e eólica.
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A sequência da lista entre os países do G20 tem Japão (12°), Estados Unidos (13°), México (14°), Índia (15°), Indonésia (16°), Rússia (17°), África do Sul (18°) e Coreia do Sul (19°). A Ember informou que não obteve acesso aos dados da Arábia Saudita.









































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