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Economia

Controladora da Saks Fifth Avenue pede falência nos EUA

Rede de luxo buscava reorganização financeira depois de fusão bilionária e queda nas vendas desde a covid-19

saks fifth avenue
Apesar da medida judicial, a companhia anunciou que vai manter suas lojas abertas | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Saks Global, controladora da rede de lojas de luxo Saks Fifth Avenue, entrou na Justiça dos Estados Unidos com um pedido de proteção contra falência na noite desta terça-feira, 13. A solicitação marca um dos maiores colapsos do setor varejista desde a pandemia da covid-19. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.

O movimento ocorre pouco mais de um ano depois da fusão que uniu três grandes redes de lojas de alto padrão: Saks Fifth Avenue, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman. O grupo deixou de pagar mais de US$ 100 milhões em juros a investidores, referentes à dívida contraída na transação.  

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Apesar da medida judicial, a companhia anunciou que vai manter suas lojas abertas. A decisão foi possível depois de garantir um financiamento emergencial de US$ 1,75 bilhão e realizar uma troca no comando executivo da empresa.

Geoffroy van Raemdonck, ex-CEO da Neiman Marcus, assumiu o posto de diretor-presidente, substituindo Richard Baker. Baker liderou a estratégia de aquisições que resultou no atual endividamento do grupo.

Nos autos apresentados à Justiça, a Saks Global estimou possuir ativos e dívidas que variam entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões. Com o pedido de recuperação, a empresa tenta ganhar tempo para reestruturar as contas ou negociar uma possível venda. Sem uma solução, o grupo corre risco de encerrar as operações.

Crise derruba ícones do varejo de luxo nos EUA

Fundadas há mais de um século, Saks, Goodman e Neiman Marcus marcaram a história do varejo de luxo nos EUA. Suas lojas viraram referência em cidades como Nova York, Dallas e Los Angeles.

No entanto, desde o advento da covid-19, nenhuma cadeia tradicional de departamentos havia protagonizado um processo de falência de tamanho impacto.

A crise se aprofundou em 2024, quando a varejista passou a atrasar pagamentos a fornecedores e a reduzir a oferta de produtos nas prateleiras. Como resultado, a queda no volume de mercadorias comprometeu o desempenho e agravou a retração nas vendas.

+ Leia também: “Varejo encerra 2025 com queda de 0,5%, aponta Índice do Varejo Stone (IVS)”

No trimestre encerrado em 2 de agosto, por exemplo, a receita caiu 13% em relação ao ano anterior e fechou em US$ 1,6 bilhão. A própria empresa admitiu que os números ficaram abaixo do esperado. O prejuízo líquido no mesmo período chegou a US$ 288 milhões.

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