O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,48% em setembro e reverteu a queda de 0,11% observada em agosto. No acumulado de 2025, a inflação oficial chegou a 3,6%, enquanto a variação dos últimos 12 meses atingiu 5%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 9.
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Segundo o levantamento, o setor de habitação teve a maior alta entre os nove componentes pesquisados, com avanço de quase 3%. A principal pressão veio da energia elétrica residencial, que subiu 10% no mês.
O aumento foi influenciado pelo fim do crédito do chamado “bônus de Itaipu”, concedido nas faturas de agosto, e pela manutenção da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona quase R$ 8 a cada 100 kWh consumidos. Além disso, reajustes tarifários em diversas capitais, como São Luís, Vitória e Belém, ampliaram o impacto.

Efeitos da inflação
Entre os demais grupos pesquisados, seis apresentaram alta: vestuário; despesas pessoais; saúde e cuidados pessoais; educação; transportes; e habitação. Três registraram queda: alimentação e bebidas; artigos de residência; e comunicação. Entre os alimentos, destacaram-se o aumento nos preços do pimentão, abobrinha, pepino, café moído, manga e peixe-pintado.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, apresentou leve variação de 0,5% no mês. O acumulado no ano é de 3,6%, e nos últimos 12 meses, 5%.
O IPCA e o INPC são calculados pelo IBGE com base em preços coletados em 16 regiões metropolitanas e capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. O IPCA considera famílias com rendimentos de um a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda.
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