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Economia

Consultoria do Senado diz que regulamentação de streamings é urgente

Nota técnica afirma que o mercado de vídeo sob demanda já está consolidado no Brasil

Netflix
Consultoria quer regulamentação de streamings | Foto: Divulgação

Uma nota técnica elaborada pela Consultoria do Senado recomendou a aprovação de uma regulamentação para o mercado de vídeo sob demanda, o que inclui streamings como Netflix, Max e Prime Video. Atualmente, pelo menos dois projetos sobre o tema estão parados na Câmara. A apuração é do portal Poder360.

De acordo com o documento, a criação de uma lei para o tema é “urgente e necessária”.

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O parecer destaca que o segmento de VoD (video on demand, em inglês) não está sujeito às normas e tributações aplicadas a concorrentes diretos, como as operadoras de TV por assinatura. Também aponta que o setor já está consolidado no Brasil.

“Trata-se de um mercado maduro, em rápida evolução, que avança, inexoravelmente, sobre a audiência da TV aberta e a base dos usuários dos serviços de TV por assinatura”, disse o estudo.

Atualmente, há uma lacuna na lei no que se refere às obrigações das plataformas de streaming e às entidades responsáveis pela fiscalização. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) chegou a criar três instruções normativas para o setor, mas sem força de lei.

Não há diretrizes claras sobre o percentual de imposto que essas empresas devem pagar ou sobre a quantidade mínima de títulos nacionais que devem disponibilizar – diferentemente das operadoras de TV por assinatura, que possuem regras definidas.

A nota da Consultoria do Senado destaca dois pontos principais que deverão ser debatidos pelos parlamentares.

O primeiro é a chamada “cota de catálogo”, que prevê um número mínimo (seja em horas ou em quantidade de títulos) de produções brasileiras nos serviços de streaming.

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O segundo ponto trata da tributação que seria aplicada às plataformas.

“A definição dessas questões é fundamental tanto para as empresas que exploram o mercado de VoD quanto para toda cadeia de produção audiovisual nacional”, afirma o documento.

Projetos sobre regulamentação de streamings na Câmara

Atualmente, dois projetos de lei sobre o tema aguardam andamento na Câmara dos Deputados.

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O PL 8.889 de 2017, de autoria de Paulo Teixeira (PT-SP) e sob relatoria de André Figueiredo (PDT-CE), teve um parecer apresentado em 13 de maio de 2024, mas desde então aguarda votação no plenário da Casa.

Um dos principais pontos da proposta define a cota de catálogo com base na quantidade de horas de conteúdo. O texto prevê um aumento gradual até que, no mínimo, 10% das horas disponibilizadas sejam de produções nacionais.

A medida impacta os streamings, já que muitas plataformas possuem séries e minisséries que, apesar de serem classificadas como um único título, acumulam diversas horas de duração.

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Principais pontos do projeto:

  • Tributação: alíquota progressiva de até 6% sobre a receita bruta anual gerada no Brasil, dependendo do faturamento das empresas de streamings;
  • Desconto: até 30% do valor devido poderá ser abatido por meio da aquisição de direitos ou pela produção e coprodução de obras audiovisuais brasileiras independentes;
  • Cota de catálogo: inicialmente, 2% do total de horas de conteúdo deverá ser de produções nacionais, aumentando progressivamente até alcançar 10%. Metade desse percentual precisa ser de produções independentes;
  • Destaque para conteúdos nacionais: as plataformas deverão dar visibilidade às produções brasileiras para garantir maior alcance ao público;
  • Representação no Brasil: empresas estrangeiras deverão manter um representante legal fixo no país;
  • Fiscalização: caberá à Ancine regulamentar e supervisionar o setor.

Alíquotas propostas para a tributação:

  • 0% para empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões;
  • 1% para aquelas com receita entre R$ 4,8 milhões e R$ 78 milhões;
  • 3% para receitas entre R$ 78 milhões e R$ 300 milhões;
  • 6% para empresas com faturamento acima de R$ 300 milhões anuais.

A Consultoria do Senado criticou a proposta de taxação, argumentando que a alíquota máxima prevista no projeto é superior à recomendada pelo grupo de trabalho do Ministério da Cultura.

“Importante notar que a alíquota máxima de 6% é 50% mais elevada do que a recomendada pelo GT-VoD, de 4%, para a mesma faixa de incidência da contribuição”, diz o documento.

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5 comentários
  1. Felipe Polido Fernandes
    Felipe Polido Fernandes

    O ideal era desregulamentar as demais mídias (TV e cinema), deixando elas livres para exibir o que quisessem (só vigiando o horário e a classificação indicativa de idade), e baixar os impostos delas. Os dois projetos no Senado são péssimos

  2. Clarissa Franchi Battistin
    Clarissa Franchi Battistin

    Boa pauta para o Sem Filtro! Para esclarecer aos desavisados que “cotas para filmes nacionais” significa obrigar a incluirem no catálogo independentemente do conteúdo… a produção conservadora ainda não é suficiente para suprir essa cota, foram décadas de conteúdo esquerdista para doutrinar através do entretenimento…

  3. Valéria Cristina de Cantanhêdes Corrêa Alves
    Valéria Cristina de Cantanhêdes Corrêa Alves

    Cotas de produção nacional para “tentar empurrar” (tentar por os assinantes não são burro) o lixo que é produzido com financiamento público. Mais arrecadação = mais fiscalização (mais cargos); para os “cUmpanheiros”.

  4. Christian
    Christian

    Não gostei das cotas (Com certeza vão fazer muitoa porcaria ) nem dos impostos que já são os maiores do mundo…

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