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Economia

Confiança dos comerciantes brasileiros cai pelo 4º mês consecutivo

Em dezembro, houve queda de 1,4%; segundo levantamento, 6 em cada 10 empresários perceberam piora no desempenho das vendas

Sao Paulo comercio Ladeira Porto Geral
A confiança dos comerciantes brasileiros caiu pelo quarto mês consecutivo em dezembro, com queda de 1,4% em relação a novembro | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A confiança dos comerciantes brasileiros caiu pelo quarto mês consecutivo em dezembro. No último mês do ano, o índice caiu 1,4% em relação a novembro, alcançando 108,9 pontos, segundo levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Na comparação com dezembro do ano passado, a queda foi de 13,2%.

A queda foi generalizada nos três principais indicadores da pesquisa. O indicador que mede a condição atual recuou para 81 pontos, queda de 3,1% frente a novembro.

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Já as expectativas caíram 0,4%, para 140,8 pontos. A percepção de investimentos recuou para 105 pontos, uma retração de 1,4%.

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Percepção dos comerciantes

O levantamento também afirmou que 6 em cada 10 empresários notaram uma piora no desemprenho das vendas em dezembro – foi o maior número desde junho de 2021.

De acordo com a confederação, um dos aspectos significativos para essa percepção negativa foi o resultado “decepcionante” da Black Friday de 2023.

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De acordo com uma pesquisa da CNC, 6 em cada 10 comerciantes notaram uma piora no desempenho das vendas em dezembro, o maior índice desde junho de 2021 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, disse que o resultado de dezembro mostrou que o empresário do setor não vislumbra perspectiva de melhora.

Em relação à reforma tributária, Tavares ressaltou que o efeito sobre a percepção do setor de comércio e serviços não é o mesmo de outros setores, como a indústria.

Ele explicou que, mesmo com a simplificação para o pagamento de tributos, a reforma aumenta a cobrança de impostos dos serviços e do comércio, por exemplo. “Isso contamina [a percepção do] setor”, declarou.

O economista destacou que as lutas mais importantes para o setor estão na Medida Provisória (MP) 1185, que tributa os incentivos fiscais, e na apreciação, pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), da limitação do parcelamento sem juros nas compras a prazo.

“Caso ambos se confirmem, as expectativas [ruins] para o setor se confirmam e a confiança pode imbicar para baixo”, disse.

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