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Economia

Confiança do empresário da indústria recua em 20 setores, mostra pesquisa

Apenas quatro setores industriais mantêm otimismo, diz CNI

indústria
Três segmentos da indústria deixaram a confiança e passaram ao pessimismo: manutenção e reparação; impressão e reprodução; e calçados e suas partes | Foto: Agência Brasil

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu em 20 dos 29 setores da indústria em agosto, segundo levantamento divulgado, nesta quarta-feira, 27, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Com a queda, o número de segmentos em falta de confiança passou de 23 para 25. Por outro lado, apenas quatro setores industriais mantêm otimismo. Esse recuo é atribuído ao aumento das tarifas norte-americanas sobre parte das exportações brasileiras.

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“As incertezas no cenário externo, sobretudo pela aplicação das tarifas de importação por parte do governo norte-americano, têm impactado a confiança de setores industriais que são mais diretamente afetados pela taxação”, afirmou a analista de políticas e indústria da CNI, Isabella Bianchi.

Como funciona o índice que mede confiança da indústria

O Icei varia de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário e, quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança. O índice, no entanto, iniciou 2025 já abaixo dos 50 pontos e tem se afastado da linha divisória ao longo dos meses.

Índice de Confiança do Empresário Industrial
Série histórica do Índice de Confiança do Empresário Industrial | Imagem: Divulgação/CNI

De janeiro a agosto, o indicador recuou em cinco oportunidades. Ao se afastar da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança, o indicador revela que a falta de confiança se torna cada vez mais intensa e disseminada entre os empresários industriais.

Setores e regiões afetados

Três segmentos deixaram a confiança e passaram ao pessimismo: manutenção e reparação; impressão e reprodução; e calçados e suas partes. Nove setores, por outro lado, tiveram alta no indicador, mas apenas o de bebidas atingiu nível de confiança.

Regionalmente, o Nordeste segue como a única área em confiança, mesmo depois de recuo de 0,7 ponto, de 51,5 para 50,8 pontos. O Norte deixou a neutralidade e caiu para 47,9 pontos. No Centro-Oeste, o índice subiu 0,2 ponto, para 47,7, mas ainda sem confiança. No Sul e no Sudeste, as quedas foram de 3,5 e 2,1 pontos, respectivamente, ampliando o pessimismo.

Por porte, a confiança caiu em todas as empresas. O recuo foi de 2 pontos nas grandes, 1,2 nas médias e 0,4 nas pequenas. Todos os portes já estavam em falta de confiança e tiveram agravamento em agosto.

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