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Economia

Como reaver o dinheiro aplicado em CDBs do Banco Master

O Banco Central decretou a liquidação da instituição nesta terça-feira, 18

Master: pressão do governo para 'apreciação com o máximo de brevidade' | Foto: Divulgação/Master
Master: pressão do governo para 'apreciação com o máximo de brevidade' | Foto: Divulgação/Master

O Banco Central (BC) decretou, nesta terça-feira, 18, a liquidação do Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro. O anúncio dá fim a qualquer chance de venda da instituição e veio menos de 24 horas depois de o Grupo Fictor manifestar interesse em adquirir o banco, que tinha cerca de R$ 58 bilhões em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos até março.

Também nesta terça-feira, a Polícia Federal prendeu Vorcaro durante uma operação que investiga crimes ligados à tentativa de venda do Master ao Banco de Brasília (BRB). Desde setembro, a liquidação já era discutida no mercado, pois o BC havia negado a autorização para o BRB comprar o banco.

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O Master era conhecido por vender CDBs com taxas muito superiores à média, que chegavam a 140% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), sob garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). No entanto, os recursos captados eram destinados a ativos de baixa liquidez, o que aumentava os riscos do negócio. Apesar dos lucros, que foram de R$ 38 milhões em 2019 para R$ 1 bilhão em 2024, o Master terá suas atividades encerradas.

Com o início da liquidação, o Banco Central vai nomear uma empresa para administrar a venda dos ativos do Master, que incluem imóveis, dinheiro e carteira de crédito. O pagamento das dívidas será feito a partir da venda desses bens, priorizando dívidas trabalhistas e fiscais. O fim do Master deixa metade da liquidez do FGC comprometida, mas o limite de ressarcimento reduz o impacto financeiro.

Como pedir ressarcimento de dinheiro aplicado no Banco Master

Investidores só recebem no fim da fila e, muitas vezes, aguardam anos pelo ressarcimento. Pessoas físicas e jurídicas com CDBs do Master podem acionar o FGC para recuperar até R$ 250 mil por CPF, incluindo rendimentos. De 2018 a hoje, o prazo para o pagamento do FGC variou de 14 a 40 dias depois da liquidação, conforme apuração do jornal O Estado de S. Paulo.

Montantes acima do limite do FGC devem ser reivindicados na massa falida. Nesses casos, o investidor entra na massa falida como “credor quirografário”, no último lugar da fila de recebimento. Depois que os ativos forem vendidos e todos os outros credores receberem, os quirografários compartilham o dinheiro que sobrar.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é preso pela Polícia Federal | Foto: Reprodução/Redes sociais
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master | Foto: Reprodução/Redes sociais

Quem investiu R$ 200 mil e teria direito a R$ 70 mil em juros até esta terça-feira, por exemplo, só poderá receber R$ 250 mil garantidos pelo FGC. Os R$ 20 mil restantes devem pleiteados na liquidação extrajudicial. Quem tem mais de R$ 250 mil em CDBs, somados aportes e rendimentos, deve buscar orientação jurídica e se inscrever como credor na liquidação.

Para acessar o ressarcimento, o investidor deve aguardar o envio da lista de credores à FGC, que costuma levar cerca de 30 dias depois da liquidação. Em seguida, o fundo divulga os nomes aptos ao pagamento em seu site e aplicativo.

O cadastro é feito pelo aplicativo para pessoas físicas e pelo site para empresas. É necessário confirmar os dados e assinar o termo de recebimento. O valor é transferido para a conta indicada em até 48 horas úteis depois da assinatura, desde que as informações estejam corretas.

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1 comentário
  1. Lourival Nascimento
    Lourival Nascimento

    Mas e a Dona Viviane Bacci de Moraes, esposa do Ministro Alexandre de Moraes, que foi CONTRTADA para intermediar, advogar, ajeitar, pavimentar a aquisição do Banco Master pelo BRB? Vai receber honorários, o Ministro Moraes dará 24 horas para o Vorcaro pagar à Dona Viviane? Conchavos insidiosos, mais cedo ou mais tarde, desmoronam. Isso vai render…

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