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Economia

Comissão adia votação sobre fusão entre Marfrig e BRF

O modelo de negócio da companhia resultante da fusão é semelhante ao usado pela JBS

Marcos Molina, presidente do conselho de administração das duas empresas | Foto: Reprodução/BRF

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Ministério da Fazenda, resolveu adiar a assembleia marcada para esta quarta-feira, 18, quando estava programada a votação sobre a fusão entre as processadoras de alimentos Marfrig e BRF.

A CVM definirá a nova data da assembleia depois que as duas empresas enviarem as informações solicitadas.

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A Comissão atendeu a um pedido da Latache Capital, acionista minoritária da BRF, que alegou “insuficiência da documentação apresentada”, “ilegalidades na formulação da ordem do dia”, “ausência de independência dos membros de comitês alegadamente independentes”, “participação dos controladores nas deliberações do conselho de administração” da BRF e Marfrig, entre outras questões.

“A suspeita (de manipulação) se agrava diante da coincidência entre esse período de silêncio e o intervalo que embasaria o cálculo da relação de troca entre as ações, justamente quando se observou comportamento atípico no mercado: a cotação das ações da BRF sofreu forte queda, enquanto os papéis da Marfrig se valorizaram”, diz um trecho do pedido da Latache.

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As informações sobre o adiamento da assembleia foram publicadas pelo jornal O Globo, no dia 9 de junho.

A Marfrig e a BRF anunciaram a fusão de suas operações no dia 15 de maio. Segundo as empresas, a união consolida o grupo como uma das maiores companhias de alimentos do mundo.

Marfrig e BRF dizem que adiamento não é justificável

Nesta terça-feira, 17, Marfrig e BRF enviaram um fato relevante à CVM em que dizem não ter identificado “elementos que justifiquem a interrupção da assembleia”.

“As companhias estão avaliando, em conjunto com seus assessores, o teor da referida decisão, bem como as eventuais medidas cabíveis, incluindo eventual pedido de reconsideração, e manterão o mercado informado acerca de quaisquer desdobramentos relevantes do assunto”, diz um trecho do documento.

Fusão não envolve dinheiro

A operação entre as empresas envolve a incorporação das ações da BRF pela Marfrig.

Os acionistas da BRF (exceto a própria Marfrig) receberão 0,8521 ação da Marfrig para cada uma ação da BRF. A fórmula considera a distribuição máxima de proventos: R$ 2,5 bilhões pela Marfrig e R$ 3,52 bilhões pela BRF.

O modelo é semelhante ao usado pela JBS, que mantém várias operações sob uma mesma holding.

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