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Economia

CNI contrata lobista próximo a Trump para negociar tarifas dos EUA

Movimento ocorre no contexto das taxas impostas por Washington a produtos brasileiros, que afetam setores da indústria nacional

O presidente dos EUA, Donald Trump, na Cúpula Vencendo a Corrida da IA, em Washington DC, EUA - 23/7/2025 | Foto: Kent Nishimura/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, na Cúpula Vencendo a Corrida da IA, em Washington DC, EUA - 23/7/2025 | Foto: Kent Nishimura/Reuters

Com a aproximação de uma agenda brasileira nos Estados Unidos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) decidiu fortalecer sua atuação no país e contratou o escritório de Brian Ballard, lobista conhecido por sua proximidade com o presidente dos EUA, Donald Trump.

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O movimento ocorre no contexto das tarifas impostas por Washington a produtos brasileiros. Elas afetam diretamente setores estratégicos da indústria nacional.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, liderará uma comitiva em Washington entre os dias 3 e 4 setembro, acompanhado por representantes de setores como máquinas, carnes, café, brinquedos e aviação. A agenda prevê encontros com empresários locais, reunião na Embaixada do Brasil e participação em audiência pública no USTR, órgão responsável pelo comércio internacional dos EUA, sobre a investigação tarifária em curso contra o Brasil.

Estratégia e influência nas negociações

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Integrantes do governo dialogam com o setor para encontrar alternativas à tarifa imposta pelos Estados Unidos | Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O embaixador Roberto Azevêdo, ex-diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), será o porta-voz do setor industrial na audiência do USTR. A contratação do escritório Ballard Partners, além de um escritório de advocacia, busca ampliar a influência da CNI nas negociações. Segundo o contrato, Ballard e Hunter Morgen, que já atuou em comércio externo durante a primeira gestão Trump, vão liderar a representação.

Peter Navarro, ex-diretor do Conselho Nacional de Comércio e hoje conselheiro direto de Trump para tarifas, também integra o contexto dessas negociações. O diálogo entre Brasil e Estados Unidos está estagnado desde o anúncio das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, em 9 de julho, medidas que entraram em vigor em 6 de agosto e afetam 36% das exportações nacionais, especialmente máquinas agrícolas, carnes e café.

Leia mais: “Governo na UTI”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 284 da Revista Oeste

Um levantamento mostrou que, das novas tarifas, 43% do valor exportado pelo Brasil foi excluído por exceção, incluindo derivados de petróleo, ferro-gusa, produtos de aviação civil e suco de laranja. A CNI pretende ampliar essas exceções, embora o governo norte-americano mantenha resistência à negociação e vincula parte das tarifas à situação política e jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Perfil de Brian Ballard e relação com Trump

Brian Ballard, advogado próximo de Donald Trump
Brian Ballard, advogado próximo de Donald Trump | Foto: Reprodução/CNN

Brian Ballard já atuou na arrecadação de fundos para Trump e trabalhou para as Organizações Trump. Entre seus contatos próximos estão Susie Wiles, chefe de gabinete do presidente, e Pam Bondi, secretária do Departamento de Justiça, ambas ex-funcionárias de sua empresa. Em maio, o portal Politico noticiou um afastamento entre Trump e Ballard, mas o Axios relatou, no mesmo mês, a reaproximação dos dois na Casa Branca.

O escritório Ballard Partners representa grandes empresas, como Chevron, Bayer e JP Morgan, além de manter contratos com pelo menos outras cinco companhias brasileiras. A missão da CNI contará ainda com dirigentes de associações de setores, como têxtil, alumínio, madeira, cerâmica e ferramentas, além da Embraer, já confirmada entre os participantes.

Leia também: “Lei Magnitsky: entre Moraes e os EUA, a Faria Lima já fez sua escolha”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 284 da Revista Oeste

2 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Resultado final… corrupção , maracutaia e dinheiro desviado !
    Esse será o final dessa empreitada !

  2. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Bem Feito!
    Estão vendo, sentindo no pêlo QUE ajudar apoiando FRAUDE nas eleições de 2022 CUSTOU, Está CUSTANDO e CUSTARÁ caríssimo ao BOSTIL!?
    Essa oligarquia corruptamente socialista familiar “empresarial “ é um nojo!
    Gente de péssimo caráter que se acham virtuosos dando pra bandidagem .
    Pervertidos morais!
    ELEIÇÃO 2026 SEM BOLSONARO É outra FRAUDE! É a perpetuação da fraudes/golpe de 2022.
    E as sanções será piorada e MANTIDA!
    Bolsonaro Livre e disputando JÁ!

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