publicidade
Economia

CNI cobra avanço do Brasil em acordo tarifário com os EUA

Entidade vê risco de perda de espaço no principal mercado da indústria brasileira

O presidente da CNI, Ricardo Alban, crê que acordo mais amplo é urgente | Foto: Michelli Fioravanti/CNI
O presidente da CNI, Ricardo Alban | Foto: Michelli Fioravanti/CNI

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reforçou neste sábado, 15, que o governo precisa acelerar as tratativas com os Estados Unidos para eliminar a tarifa extra de 40% que segue travando a competitividade de diversos itens brasileiros. A entidade avalia que a recente mudança anunciada pela Casa Branca abre espaço para novas rodadas de diálogo, mas ainda deixa o país em desvantagem em relação a concorrentes que já vendem ao mercado norte-americano sem essa cobrança.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Receba nossas atualizações

A decisão do presidente Donald Trump que retirou a taxa de 10% aplicada em 2 de abril renovou o debate interno. A medida começou a valer à 0h01 de quinta-feira 13, com efeito retroativo. A revisão reduziu o peso sobre 238 produtos agrícolas ofertados por vários países, entre eles o Brasil. Desse conjunto, 80 itens fazem parte da pauta de exportações nacionais.

CNI aponta que taxa atinge os principais produtos do Brasil

Mesmo com o alívio, apenas quatro itens — três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará — ficaram completamente liberados. Os outros 76, que incluem café não torrado, carne bovina e frutas, continuam submetidos à tarifa de 40%. Em 2024, esse grupo movimentou cerca de US$ 4,6 bilhões e representou 11% das vendas brasileiras aos norte-americanos.

A CNI afirma que a permanência da sobretaxa restringe o desempenho em um mercado considerado estratégico para a indústria nacional. A entidade sustenta que, sem avanços imediatos, países concorrentes consolidarão posições no setor agrícola e industrial.

As conversas entre Brasília e Washington ganharam ritmo depois do encontro entre o presidente Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro. O passo mais recente ocorreu na quinta-feira 13, em Washington, quando o ministro Mauro Vieira entregou ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio uma proposta formal.

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a revisão anunciada pelos norte-americanos reforça a urgência de um acordo mais amplo. Ele avalia que o Brasil só retomará condições adequadas de competição quando a tarifa adicional for totalmente removida. “É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores”, diz.

Leia também: “Alckmin reclama de distorções em tarifas dos EUA”

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.