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Economia

Chineses e árabes querem exportar energia do Ceará

O produto vai chegar em forma líquida ao outro lado do mundo

Praia da Iracema, em Fortaleza, capital do Ceará | Foto: Jade Queiroz /Emtur

Uma parceria entre árabes e chineses promete transformar o calor do Ceará em energia verde para vender fora do Brasil. A Envision Energy, da China, fechou um acordo com a FRV, da Arábia Saudita, para produzir amônia verde no Estado. Como fazer isso? Usar vento e sol (algo que sobra no Brasil) para transformar o nitrogênio e o hidrogênio do ar em amônia.

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A produção de amônia convencional consome muito calor, geralmente obtido com a queima de recursos finitos, como petróleo, carvão e gás natural. Já na amônia verde, o aquecimento ocorre por meio de fontes renováveis — entre elas, o vento e a luz solar.

“O Brasil tem todas as condições naturais e políticas para se tornar um protagonista na nova economia verde mundial”, disse Peng Wei, vice-presidente sênior da empresa chinesa. Segundo ele, trata-se de um modelo replicável para a transição energética global.

Eletricidade da amônia verde: o calor do Ceará exportado para a China

Não é apenas por cabos e fios que se transporta eletricidade — ou, ao menos, uma de suas matérias-primas. Muito antes de a primeira lâmpada acender, a humanidade já movia máquinas com queima de combustíveis, como carvão. Até hoje, esse ainda é um método eficiente para armazenar energia e, depois, gerar corrente elétrica.

Alguns carros híbridos comprovam isso. Existem modelos movidos por eletricidade gerada em um motor a combustão sob o capô. O processo é simples. Uma faísca provoca a queima do combustível. A reação libera um gás que move um pistão. Esse movimento, por sua vez, gera a corrente elétrica.

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Haval é um carro híbrido, conta com motor convencional e elétrico | Foto: Divulgação/GWM

Aplicado em larga escala, o mesmo método abastece cidades inteiras. É aí que entra a amônia verde. O líquido conserva a energia e pode ser transportado até mesmo para fora do planeta. No fim das contas, será um meio de vender o calor e os ventos do Ceará para a China, mas em forma de energia.

Depois, o Brasil “compra” parte dessa energia de volta, por um preço maior, em forma de produtos manufaturados. Afinal, será usada fonte de eletricidade para acionar máquinas para produzir uma infinidade itens na China. A lista vai da capinha de um celular aos carros elétricos, todos com ar-condicionado para amenizar o calor de lugares como o próprio Ceará.

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Se quiserem levar corruptos, populistas, traficantes e pedófilos a exportação está livre de impostos. Inclusive a sociedade agradece a limpeza.

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