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Economia

CEO da B3 projeta otimismo econômico, mas defende ajuste fiscal

Futuro presidente do Santander minimiza riscos externos e destaca atratividade do Brasil em evento em São Paulo

Ajuste fiscal
O CEO da Bolsa de Valores do Brasil (B3), Gilson Finkelsztain | Foto: Divulgação/ B3

O CEO da B3 e futuro presidente do Santander, Gilson Finkelsztain, afirmou nesta terça-feira, 7, que o Brasil possui boas perspectivas econômicas. Durante evento promovido pela bolsa e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em São Paulo, o executivo minimizou as preocupações de setores do mercado financeiro.

“Parece que Deus é brasileiro”, brincou Finkelsztain ao comentar a conjuntura econômica. “Se falássemos no início do ano passado, quando tínhamos o dólar a R$ 6,30, que ele estaria a R$ 5,15 em abril de ano eleitoral e com o presidente atual [Luiz Inácio Lula da Silva] com chance de reeleição em 50%, seríamos tachados de malucos”, afirmou.

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O executivo falou ainda sobre a resiliência do câmbio e a trajetória de queda da taxa Selic. Segundo ele, o Brasil apresenta condições favoráveis para enfrentar a instabilidade internacional causada pelo conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Além disso, ele afirmou que a alta nos preços do petróleo pode auxiliar no ajuste fiscal brasileiro, apesar de eventuais impactos na inflação.

Executivo defende ajuste fiscal

O executivo projeta a continuidade na entrada de capital estrangeiro no país. Na avaliação de Finkelsztain, os investidores internacionais demonstram confiança na sustentabilidade fiscal e na transição política brasileira.

“A perspectiva é de continuidade de entrada de recursos por parte do estrangeiro”, afirmou o CEO da B3. “E parece que o estrangeiro está dando menos importância para a transição política e acredita que vamos conseguir, de alguma forma, a sustentabilidade fiscal.”

Finkelsztain alertou, contudo, para a necessidade de um ajuste responsável nas contas públicas a partir de 2027. Ele defendeu a ideia de que, no cenário atual, a discussão sobre o rigor fiscal é essencial para garantir juros estáveis e inflação baixa para as próximas gerações.

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