O Santander Brasil anunciou, na quinta-feira 19, a troca de comando da operação no país. O atual presidente, Mario Leão, deixará o cargo em julho. O banco escolheu Gilson Finkelsztain, atual CEO da B3, para assumir a função.
Finkelsztain permanecerá à frente da bolsa até o fim do primeiro semestre. A B3 informou que ele conduzirá a transição e garantirá a continuidade das operações e da estratégia da companhia.
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O executivo lidera a B3 desde 2017. Durante esse período, as ações da empresa avançaram 260%. A bolsa também registrou aumento no número de investidores pessoa física, sobretudo durante a covid-19. Atualmente, mais de 6 milhões de CPFs operam na plataforma. Em 2025, a companhia registrou lucro líquido recorrente de R$ 5,12 bilhões.
“Nosso foco será transformar a base sólida em entregas relevantes para clientes, acionistas e para a sociedade”, afirmou Finkelsztain. “O Brasil é um mercado de grandes oportunidades, e estou entusiasmado com o potencial do que podemos construir nos próximos anos.”
Ana Botín, presidente-executiva do Santander, ressaltou a qualificação do novo dirigente. “Sua experiência e reconhecimento no setor financeiro brasileiro o tornam bem qualificado para liderar a próxima fase de crescimento neste mercado tão relevante”.
Leão prepara saída do Santander
Mario Leão continuará no cargo durante o período de transição. Interlocutores afirmam que o executivo pediu para sair no início deste ano. A matriz do Santander, na Espanha, iniciou então a busca por um sucessor.
Leão atua no Santander há 11 anos. Ele ocupou a presidência nos últimos cinco. Antes disso, exerceu funções como vice-presidente e diretor das áreas corporate e de investment banking. O executivo também trabalhou no Morgan Stanley, Goldman Sachs e Citi.
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Durante sua gestão, Leão concentrou esforços na recuperação da rentabilidade do banco. O desempenho havia sido afetado pelo aumento da inadimplência no período posterior à pandemia. Para enfrentar o cenário, o Santander passou a focar clientes com maior renda e menor risco.
Os ativos do banco cresceram de R$ 931,2 milhões em 2021 para R$ 1,27 bilhão em 2025. No mesmo período, o lucro líquido gerencial alcançou R$ 15,615 bilhões, avanço de 12,6% em relação a 2024.
Apesar dos avanços, a inadimplência permanece acima do nível registrado antes da gestão atual. Em 2021, os atrasos superiores a 90 dias representavam 2,7% da carteira de crédito. Em 2025, o índice subiu para 3,7%.





































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