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Economia

Preço das carnes aumenta 8% em novembro

Dados sobre preços de alimentos foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira, 10

Carnes à venda em supermercado de São Paulo (28/6/2024) | Foto: Shutterstock

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação, produtos como carnes, aves e ovos tiveram elevações de 8% e 1,36% em seus preços, respectivamente. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 10.

Entre os cortes bovinos, o patinho teve o maior aumento, com uma inflação de 19,63%. Outros cortes também tiveram aumentos significativos, como o acém, com 18,33%; o peito, com 17%; e o lagarto comum, com 16,91%.

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Também destacam-se os seguintes cortes: alcatra (9,31%), chã de dentro (8,57%), contrafilé (7,83%) e costela (7,83%). O fígado foi a única peça que apresentou redução de preço, com uma diminuição de 3,61%.

Aves e ovos subiram 1,36%. O frango inteiro aumentou 2,50%; e o frango em pedaços, 1,72%. Já os ovos foram o único item em queda, com redução de 1,23%.

O que contribui para a alta no preço das carnes?

Setor de carnes e açougue em um mercado em São Paulo, Brasil (24/7/2023) | Foto: Shutterstock

De acordo com economistas consultados pelo portal g1, alguns fatores explicam a elevação dos preços.

Um deles é o ciclo pecuário, pois, depois de dois anos de muitos abates, a oferta de bois no campo começou a diminuir, pressionando os preços para cima. Esse ciclo é marcado por oscilações na oferta de animais, influenciando diretamente as cotações do mercado.

Outro fator relevante é o clima. A maior seca da história recente do Brasil e as queimadas afetaram severamente a formação de pastagens, que são a principal fonte de alimentação para o gado. Nessas condições, é comum que os pecuaristas optem por confinar o gado e alimentá-los com ração, o que aumenta os custos de produção. Isso se reflete no preço final das carnes no mercado.

O mercado externo também exerce uma influência considerável. O Brasil, sendo o maior exportador mundial de carne bovina, tem batido recordes de exportação, o que reduz a oferta interna e, consequentemente, eleva os preços.

Em novembro, foi registrado o terceiro aumento mensal consecutivo, com um acréscimo acumulado de 15,43% nos últimos 12 meses. Analistas econômicos preveem que, devido a esses fatores, é improvável que os preços das carnes diminuam em 2025, com a alta possivelmente se estendendo até 2026.

Os outros alimentos em alta no IPCA

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, três tiveram alta em novembro. A maior variação (1,55%) e o maior impacto (0,33 ponto porcentual) vieram do grupo de alimentação e bebidas.

No ano, o IPCA acumula alta de 4,29% e, nos últimos 12 meses, de 4,87%, acima dos 4,76% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2023, a variação havia sido de 0,28%.

O maior impacto na inflação de novembro veio dos alimentos, que subiram 1,55% no mês e tiveram impacto de 0,33%.

Altas também foram observadas no óleo de soja (11%) e no café moído (2,33%). Nas quedas, destacaram-se a manga (-16,26%), a cebola (-6,26%) e o leite longa vida (-1,72%).

A alimentação no domicílio foi o item com maior alta do grupo alimentação e bebidas em novembro. O item passou de 1,22% em outubro para 1,81% em novembro.

A alimentação fora do domicílio (0,88%) registrou variação superior à do mês anterior (0,65%). O subitem refeição acelerou de 0,53% em outubro para 0,78% em novembro, enquanto o lanche passou de 0,88% em outubro para 1,11% em novembro.

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1 comentário
  1. Denis R.
    Denis R.

    Deixe-me ver se entendi. De 2019 a 2022 a culpa pelas pessoas passarem fome (depois de décadas de governos de centro esquerda e esquerda) era do presidente! De 2022 para cá a culpa passou a ser do ciclo pécuário, do clima e dos próprios pecuaristas que vendem seu produto no mercado externo. Realmente o bordel G1, digo portal, não merece a menor credibilidade!

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