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Economia

Campos Neto: 'É muito difícil trabalhar com juro menor sem ter choque fiscal positivo'

Presidente do Banco Central analisou o momento da economia brasileira, durante fala na Lide Brazil Conference

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, na Lide Brazil Conference
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, na Lide Brazil Conference | Foto: Divulgação/Lide Brazil Conference

Nesta terça-feira, 29, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que a redução das taxas de juros é complexa sem um impacto positivo da política fiscal. A declaração ocorreu durante sua participação no Lide Brazil Conference, em Londres.

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Campos Neto destacou que, desde o Plano Real, sempre que houve redução de juros, o movimento teve como acompanhamento um “choque fiscal positivo”, como na aprovação do teto de gastos no governo Michel Temer.

“Quando metas físicas foram mudadas, começou a desancoragem nessa parte fiscal”, afirmou o presidente do BC.

Campos Neto fala de controle fiscal e de inflação

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), na abertura do G20 TechSprint, na sede do BC, Brasília | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ele também destacou que a inflação no Brasil parou de convergir a curto prazo, com expectativas desancoradas. Este fato, segundo ele, preocupa o Banco Central. “Porque o modelo de metas é baseado em expectativas”, reforçou Campos Neto, depois de ressaltar a importância do controle fiscal para a política monetária.

O presidente do BC observou que a dívida bruta do Brasil é a mais alta entre os mercados emergentes, e o juro real também está entre os maiores. “Mas quando a gente pega a parte de primário, que é o esforço que o governo está fazendo, vamos dizer, no momento corrente, o Brasil não é muito diferente dos outros países”, acrescentou ele.

Leia também: “O alto preço da ideologia patológica”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 238 da Revista Oeste

Além disso, Campos Neto mencionou que a economia brasileira se mantém aquecida e que o mercado de trabalho continua apertado. Para ele, a situação é de resiliência econômica no país, apesar dos desafios fiscais e monetários.

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