publicidade
Economia

Caixa entra no mercado de apostas esportivas com operação própria

Banco público mira receita bilionária e enfrenta críticas de parlamentares

caixa-Tânia Rêgo-agência brasil
O presidente da instituição, Carlos Antônio Vieira Fernandes, afirmou que a meta é arrecadar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões já em 2026 | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal prepara o lançamento de sua própria plataforma de apostas esportivas para novembro de 2025. A iniciativa busca compensar a queda nas receitas das loterias tradicionais e explorar o crescimento acelerado do setor.

O presidente da instituição, Carlos Antônio Vieira Fernandes, afirmou que a meta é arrecadar entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões já em 2026. O projeto representa uma mudança estratégica significativa, já que o banco atuava apenas com loterias físicas e on-line.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

A nova plataforma terá operação totalmente nacional, com cadastro controlado, limites de apostas e mecanismos de prevenção a fraudes. A Caixa pretende usar sua estrutura para disputar espaço em um mercado dominado por empresas privadas, muitas delas estrangeiras.

Parlamentares criticam iniciativa da Caixa

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) classificou a iniciativa como um retrocesso moral e social. Em discurso no plenário na quarta-feira 22, ela disse que a plataforma desvirtua a função social do banco público e coloca em risco famílias brasileiras, especialmente as mais vulneráveis.

“Transformar um banco público, símbolo de confiança, em uma casa de apostas oficial é contraditório e irresponsável. Isso legitima um vício que já provoca endividamento e problemas de saúde mental”, afirmou Damares.

O deputado estadual Claudio Branchieri (Podemos-RS) também criticou a medida. Segundo ele, o governo mantém contradições ao lançar a própria casa de apostas enquanto diz que os jogos fazem mal à população.

“O mesmo Estado que cobra caro de quem produz agora lucra com o vício e o endividamento do povo”, disse Branchieri. “É o velho truque do ‘faça o que eu digo, não o que eu faço’.”

Leia também: “Justiça mantém privilégio dos Correios em contratos com o governo federal”

Confira

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade