A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concedeu aprovação da venda do controle acionário da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para os grupos internacionais Chalco e Rio Tinto. Conforme publicação oficial nesta quarta-feira, 11, o órgão não impôs restrições à transação.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
Receba nossas atualizações
Pelo acordo firmado, a Votorantim vai repassar 446.606.615 ações, equivalentes a quase 68,6% do capital social da CBA. O valor estabelecido é de R$ 10,50 por ação, configurando um montante total de R$ 4.689.369.457,50, integralmente quitado em reais.
Contrato com aval do Cade e possíveis ajustes no valor

O contrato prevê atualização do valor de venda pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI) entre assinatura e fechamento do negócio. Caso a CBA distribua dividendos, pague juros sobre o capital próprio, realize recompra ou resgate de ações, ou reduza capital em favor da Votorantim entre 30 de junho de 2025 e a véspera do fechamento, poderá haver revisão no preço.
Mesmo depois do aval do Cade, a conclusão da venda depende ainda do consentimento de órgãos antitruste da China, da Alemanha, da Coreia do Sul e do Uruguai. Além disso, precisará de autorizações da Aneel, da CCEE e de autoridades chinesas.
Leia também: “O tombo no PIB e a guerra no Irã”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 312 da Revista Oeste
Leia mais: “Vem aí tarifaço na bomba”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 312 da Revista Oeste
Quais são os reais donos destas duas empresas, quem são os seus controladores e a quais países estão ligadas?