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Economia

Cade amplia prazo para analisar fusão entre Petz e Cobasi

Petlove apresentou recurso contra a operação

Petz e Cobasi acertam fusão
Petz e Cobasi acertaram a fusão em abril de 2024 | Foto: Montagem Revista Oeste//Reprodução

O pedido de extensão do prazo para analisar a fusão entre Petz e Cobasi no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) ficou maior. O relator, José Levi Mello do Amaral Júnior, considerou o processo complexo e pediu prazo até o final deste ano. Sem a prorrogação, a data limite seria 3 de outubro.

Segundo o despacho do relator, o tempo original seria insuficiente para que o Tribunal do Cade exercesse plenamente suas funções, especialmente devido à complexidade do caso. O documento ressalta a necessidade de uma avaliação mais aprofundada do processo de fusão.

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A Superintendência-Geral do Cade havia aprovado a operação sem objeções, mas o procedimento foi interrompido quando a concorrente Petlove apresentou recurso, com a exigência de que o tribunal do conselho revisasse a decisão. A análise passou então a tramitar em instância superior.

Cade amplia prazo para analisar fusão entre Petz e Cobasi após recurso da Petlove e preocupações do mercado
Petlove teme pressão sobre fornecedores e consequências nos preços com a fusão entre Cobasi e Petz | Foto: Reprodução/Pixabay

Embora a área técnica do Cade não tenha visto riscos concorrenciais na união das duas maiores empresas do setor pet, o recurso destacou possíveis efeitos não considerados, como pressão sobre fornecedores e consequências nos preços.

Entre as 35 empresas consultadas pelo Cade, 31 demonstraram preocupação com o negócio, mas essas ressalvas não constaram no parecer final. Os receios incluíram poder de barganha ampliado, potencial monopólio, influência nos preços de mercado e atuação agressiva no comércio eletrônico.

Petlove apresentou uma série de dados para corroborar a tese de que a fusão será danosa para a concorrência | Foto: Divulgação

Petz e Cobasi assinaram acordo de fusão há 1 ano

Petz e Cobasi finalizaram o acordo de fusão em agosto do ano passado, depois de mais de três anos de negociações. As duas empresas haviam assinado um memorando de entendimentos para o negócio em abril.

A fusão prevê corporações anuais, com ganhos de eficiência estimados entre R$ 230 milhões e R$ 330 milhões de Ebitda — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — incremental.

A nova entidade será listada na Bolsa de Valores e espera capturar cerca de 11% da participação do mercado pet no Brasil. A rede combinada contará com mais de 140 cidades e cerca de 500 lojas.

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