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Economia

BTG Pactual compra operação do HSBC no Uruguai por US$ 175 milhões

Aquisição abre espaço para novos negócios no país e fortalece estratégia internacional do banco brasileiro

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O BTG ingressa no mercado de crédito para empresas de todos os portes e pessoas físicas no Uruguai | Foto: Divulgação/BTG Pactual

O BTG Pactual anunciou a aquisição das operações do HSBC no Uruguai por US$ 175 milhões, cerca de R$ 973 milhões, consolidando sua presença internacional e intensificando a atuação na América Latina.

O banco brasileiro, maior instituição de investimento independente da região, assumirá cinco agências e uma carteira de empréstimos avaliada em US$ 1,1 bilhão.

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A operação eleva para 12% a participação da América Latina na receita total do BTG. O banco já atua em diversos países da região, com forte presença no Chile e na Colômbia, além de corretoras no México, na Argentina e no Peru — onde aguarda licença para abrir um banco.

O movimento reforça a estratégia do HSBC, que anunciou em outubro de 2024 uma série de desinvestimentos em mercados onde não possui vantagens competitivas claras.

Além da unidade uruguaia, o banco britânico se desfez recentemente de uma carteira francesa e da área de seguros de vida no Reino Unido. No ano passado, abandonou a Argentina. Para o BTG, portanto, trata-se de um ativo valioso.

Segundo Rodrigo Goes, sócio responsável pela operação latino-americana do banco, a unidade uruguaia é uma das cinco maiores do país, com retorno sobre capital superior a 30%. O preço negociado ficou abaixo do valor contábil, tornando a aquisição ainda mais atrativa.

Negócio amplia atuação em varejo, crédito e gestão de fortunas do BTG

Com a aquisição, o BTG ingressa no mercado de crédito para empresas de todos os portes e pessoas físicas no Uruguai. Também passará a oferecer serviços de banco de investimento e gestão de fortunas, tanto para residentes quanto para estrangeiros com negócios no país.

O Uruguai, que tem uma economia considerada estável, é conhecido por oferecer um “ambiente fiscal amigável”, especialmente para clientes ricos da América Latina, como os argentinos.

Segundo Goes, esse perfil atrai clientes interessados em utilizar o país como residência fiscal. Isso configura uma oportunidade para o BTG expandir seu portfólio de gestão de fortunas.

+ Leia também: “Banco Master usa terreno em bairro pobre da Bahia como garantia em empréstimo milionário”

A nova compra se soma a outros movimentos internacionais recentes do BTG. Em 2023, o banco assumiu o controle do FIS Privatbank, em Luxemburgo, em que já aportou mais de € 400 milhões.

A unidade recebeu grau de investimento da agência Moody’s em maio deste ano. Também assinou a aquisição da Banco M.Y. Safra, com sede em Nova York — instituição sem ligação com o Grupo Safra do Brasil.

Como resultado, a conclusão do negócio no Uruguai depende agora da aprovação dos órgãos reguladores. O valor final da transação poderá ser ajustado conforme as mudanças no capital próprio da unidade até o fechamento do contrato.

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