O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson de Souza, declarou nesta segunda-feira, 2, que a instituição precisará provisionar cerca de R$ 8 bilhões em seu balanço para absorver perdas decorrentes da aquisição de carteiras de crédito consideradas fraudulentas do Banco Master.
A afirmação ocorreu depois de uma reunião reservada que se estendeu por aproximadamente 11 horas na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O encontro contou com a presença de 19 dos 24 deputados distritais.
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BRB: cálculo cauteloso
Durante a reunião, foram debatidos os termos do projeto de lei elaborado pelo governo do Distrito Federal, controlador do BRB, com o objetivo de reequilibrar a situação financeira do banco depois de prejuízos relacionados à instituição comandada por Daniel Vorcaro.
Segundo Nelson de Souza, o montante estimado foi definido com cautela. “Adotamos uma postura bastante conservadora na fixação desse valor.” Ele acrescentou que os números consideram auditorias conduzidas pelo Banco Central e por empresa independente, além do acompanhamento de órgãos de controle e reguladores.
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De acordo com o presidente, a provisão gira em torno de R$ 8 bilhões, enquanto o aporte de capital pode alcançar, no limite, R$ 6,6 bilhões. Uma fonte envolvida nas discussões informou que a necessidade atual de provisionamento estaria em R$ 8,8 bilhões.
As investigações revelaram que o BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em créditos considerados falsificados do Banco Master. A instituição, por sua vez, sustenta que conseguiu recuperar cerca de R$ 10 bilhões desse total ao longo do ano passado.
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