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Economia

Brasil tem superávit de US$ 3,7 bilhões puxado por comércio exterior

Diminuição de gastos dos brasileiros no exterior e de remessas de juros, lucros e dividendos também devem levar país a ter menor déficit nas contas externas em 13 anos.

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Déficit das contas externas no Brasil em 2020 deve ser o menor em 13 anos | Foto: Gerd Altmann/Pixabay

Diminuição de gastos dos brasileiros no exterior e de remessas de juros, lucros e dividendos também devem levar país a ter menor déficit nas contas externas em 13 anos

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Déficit das contas externas no Brasil em 2020 deve ser o menor em 13 anos
Foto: Gerd Altmann/Pixabay

Em agosto, o superávit do Brasil —  formado pela balança comercial (comércio entre o Brasil e outros países), pelos serviços (compra dos brasileiros lá fora) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior) — ficou em R$ 3,7 bilhões.

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Foi o quinto mês seguido de resultados positivos para as contas externas brasileiras. Desta vez, elas foram puxadas pela balança comercial, que viu as importações diminuírem bastante por causa da pandemia e as exportações serem retomadas a partir de maio.

Os gastos dos brasileiros no exterior, ou seja, a parte de serviços, também foi o menor em 16 anos, porque a maior parte das fronteiras estão fechadas devido à crise do coronavírus. Bem como o desaquecimento da economia mundial trouxe déficit em renda.

Assim, no total do ano até agora, as contas externas brasileiras estão deficitárias em US$ 8,5 bilhões, 75% a menos do que no mesmo período do ano passado.

O Banco Central (BC) espera que 2020 termine com um déficit de US$ 13,9 bilhões, o melhor resultado das contas externas em 13 anos.

Também é importante dizer que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira já totalizam R$ 26,9 bilhões. O que significa que o déficit está coberto e não será necessário buscar recursos — como empréstimos no exterior — para fechar as contas do país.

A estimativa do BC é que, mesmo com a pandemia, o Brasil receba um total de US$ 55 bilhões em aportes estrangeiros neste ano.

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