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Economia

Brasil registra R$ 18 bilhões de déficit em conta-corrente no mês de maio, informa Banco Central

O valor acumulado em 12 meses corresponde a 1,79% do Produto Interno Bruto

Banco Central se pronunciou devido a apagão desta sexta-feira, 19 | Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr. inflação
A proposta seria um "meio-termo" entre o que o governo Lula deseja e o que o relator e o BC querem | Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.

O Banco Central informou, nesta segunda-feira, 24, que o Brasil teve déficit de US$ 3,4 bilhões (R$ 18 bilhões) em conta-corrente no mês de maio.

O valor acumulado em 12 meses (US$ 40 bilhões) corresponde a 1,79% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o Relatório Trimestral de Inflação, a instituição financeira espera que o saldo negativo chegue a US$ 48 bilhões ainda em 2024 — valor correspondente a 2,1% do PIB.

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Trata-se do maior maior déficit no período desde 2022. Na ocasião, o BC anunciou um déficit de US$ 4,2 bilhões. Em abril de 2024, o valor foi de US$ 2,8 bilhões em transações correntes.

Uma pesquisa da agência de notícias Reuters realizada com especialistas da área mostrou que a expectativa para maio era de US$ 3,5 bilhões negativos.

Os investimentos diretos no Brasil, no mesmo período, foram de US$ 3 bilhões. A projeção, segundo a mesma pesquisa da Reuters, foi de US$ 4,75 bilhões.

A balança comercial teve superávit de US$ 6,3 bilhões, informou o BC. A conta de serviços apresentou déficit de US$ 4,4 bilhões. A conta de renda primária desempenhou um resultado negativo de US$ 5,2 bilhões.

Banco Central divulga aumento do IPCA pela sétima semana seguida

Analistas financeiros do Boletim Focus aumentaram a projeção da inflação de 2024 pela sétima semana seguida. O relatório foi divulgado nesta segunda-feira, 24, pelo Banco Central.

De acordo com o boletim apresentado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplos (IPCA) deve fechar o ciclo de 12 meses em 3,98%. O documento da semana passada apresentava 3,96%.

Para 2025, a expectativa também é de inflação. O índice deve ficar em 3,85%, ante 3,8% da semana anterior. Essa é a oitava projeção de aumento para o próximo ano.

Leia mais: “A Faria Lima está com medo”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 222 da Revista Oeste

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