publicidade
Economia

Brasil pode liderar aumento da carga tributária mundial até 2050

Estudo do Instituto Esfera projeta que, até a data, país deve elevar o peso de seus tributas para 42,8% do PIB; confira

Brasil taxa ; impostos ; governo ;
Esse avanço de 9,8 pontos porcentuais supera o de todos os países analisados | Foto: Shutterstock

Um levantamento inédito conduzido pelo Instituto Esfera de Estudos e Inovação revela que, até 2050, o Brasil poderá liderar o aumento da carga tributária mundial. O estudo projeta que o peso dos impostos pode saltar dos atuais 34% para 42,8% do PIB nos próximos 25 anos.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Receba nossas atualizações

Esse avanço de 9,8 pontos porcentuais supera o de todos os países analisados, e o principal fator é o envelhecimento populacional. Hoje, 10% da população brasileira tem 65 anos ou mais, mas em 2050 esse grupo pode chegar a representar um quarto do total, elevando a demanda por previdência e saúde.

A pesquisa contou com a coordenação de Fernando Meneguin e com a elaboração do economista Pedro Nery, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Brasil se aproxima de países desenvolvidos em carga tributária

Na França, por exemplo, o Imposto sobre a Fortuna foi aplicado durante décadas a patrimônios acima de €1,3 milhão | Foto: Pressfoto/Freepik
Caso a estimativa se concretize, o país se igualará a Alemanha e Eslovênia em carga tributária | Foto: Pressfoto/Freepik

O relatório destaca que o Brasil, ainda classificado como país de renda média, experimenta uma dinâmica fiscal semelhante à de nações desenvolvidas e envelhecidas. Caso a estimativa se concretize, o país se igualará a Alemanha e Eslovênia em carga tributária e estará entre os 15 mais tributados globalmente.

Pedro Nery observa que o cenário pode mudar, se houver crescimento econômico acima da média histórica. “Um crescimento econômico acima do que tivemos no passado desacoplaria essa relação, e teríamos uma carga tributária mais baixa”, afirmou. “Por outro lado, se tivermos um crescimento menos robusto, inclusive por conta do envelhecimento da população, a carga tributária pode ser maior.”

Leia também: “O impacto do IOF chegou à previdência privada”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 287 da Revista Oeste

Atualmente, a soma da carga efetiva de 34% do PIB com os 6% em isenções fiscais já coloca o Brasil próximo dos 40%. O patamar é comparável ao de países como Suécia e Noruega.

Além disso, o estudo classifica o Brasil como “anômalo”, pois alia alta tributação a um estágio de desenvolvimento intermediário e enfrenta o desafio de custear a transição demográfica.

Leia mais: “PIB murchou: a crise do Brasil já começou”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 286 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade