O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, publicou um desabafo nas redes sociais em concordância com a declaração da CEO da Lupo sobre a transferência de parte da operação da companhia para o Paraguai. Em tom crítico, ele afirmou que o episódio evidencia as dificuldades enfrentadas por empreendedores no país.
“A fala da CEO da Lupo repercutiu em todo o Brasil, e com razão: a empresa não foi para o Paraguai… o Brasil empurrou a Lupo para lá”, escreveu em publicação no X neste domingo, 23. “E essa é a realidade de milhares de empreendedores que lutam todos os dias para manter suas portas abertas em um país onde quem produz é tratado como vilão.”
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Hang comparou o ambiente tributário brasileiro ao paraguaio e destacou o peso dos impostos e da burocracia. “Enquanto no Paraguai a carga tributária é simples e justa, aqui enfrentamos um sistema caótico, pesado e interminável. É imposto sobre faturamento, produção, folha, insumo, energia… Some isso à burocracia que trava, desanima e sufoca quem quer trabalhar.”
A fala da CEO da Lupo repercutiu em todo o Brasil, e com razão: a empresa não foi para o Paraguai… o Brasil empurrou a Lupo para lá. E essa é a realidade de milhares de empreendedores que lutam todos os dias para manter suas portas abertas em um país onde quem produz é tratado…
— Luciano Hang (@LucianoHangBr) November 23, 2025
Para o empresário, o efeito desse cenário é um processo acelerado de perda de competitividade. “O resultado é devastador: desindustrialização, perda de competitividade e fuga de empresas. Quando a indústria vai embora, quem sofre é o trabalhador. São menos empregos, menos renda, menos oportunidades para o nosso povo.”
Hang ainda exaltou o esforço diário dos donos de negócios e defendeu medidas urgentes para evitar que novas empresas deixem o país. “O empreendedor brasileiro é um verdadeiro super-herói. Acorda cedo, arrisca, gera riqueza. Mas precisa de um país que jogue a favor, não contra”, disse. “Se não reduzirmos a carga tributária e simplificarmos o ambiente de negócios, continuaremos perdendo empresas, talentos e crescimento.”
Ao final, o empresário reforçou a necessidade de reformas econômicas: “Precisamos de soluções urgentes, entre elas a redução da máquina pública e corte de impostos.”

Lupo inaugurou fábrica no Paraguai em junho
Em meio a desafios tributários e à necessidade de manter a competitividade, a fabricante de meias Lupo, sediada em Araraquara (SP), expandiu suas operações para o Paraguai. Em junho, a companhia inaugurou sua fábrica em Ciudad del Este.
“Não é que a Lupo foi para o Paraguai, o Brasil empurrou a gente para o Paraguai”, disse a CEO, Liliana Aufiero, ao jornal Folha de S.Paulo, em entrevista publicada no último dia 16. A decisão da companhia veio depois da sanção da Lei n° 14.789/2023, que alterou regras para a tributação de incentivos fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.






































Enquanto o empresário for desestimulado, não há esperança de consertar o país. E este é o objetivo da esquerda. Todos dependentes do estado. Não é erro. É projeto.
Enquanto estiver rolando o Estado de Exceção do Judiciário aqui no Brasil, este país era – Perda Total.