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Economia

Brasil deve liderar alta global de carga tributária até 2050

Estudo revela que arrecadação no país pode chegar a 42,8% do PIB

O relatório também inclui R$ 18 bilhões para a faixa 3 do programa Minha Casa, Minha Vida, além de R$ 3,6 bilhões destinados ao Vale-Gás | Foto: Reprodução/Flickr
As chamadas isenções e incentivos tributários consomem de 5% a 6% do PIB todos os anos | Foto: Reprodução/Flickr

O Brasil caminha para registrar o maior crescimento de carga tributária do mundo nas próximas décadas. A projeção consta em um levantamento do Instituto Esfera de Estudos e Inovação, desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Química.

A estimativa revela que, até 2050, a carga pode saltar de 34% para 42,8% do Produto Interno Bruto (PIB). O avanço ocorre por um motivo principal: o envelhecimento da população brasileira.

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O estudo alerta para o fato de que a estrutura demográfica do Brasil vai mudar radicalmente. Hoje, cerca de 10% da população tem 65 anos ou mais. Em 2050, esse grupo deve representar um quarto dos habitantes.

Com mais idosos, o governo terá de gastar mais com aposentadorias, pensões e atendimento médico. Os autores afirmam que essa transição obriga o país a elevar sua arrecadação, mesmo sem atingir padrões de renda típicos de países desenvolvidos.

Apesar de ainda ser classificado como país de renda média, o Brasil já arrecada como nações mais ricas. A soma da carga efetiva com as renúncias fiscais já atinge cerca de 40% do PIB, patamar próximo ao da Suécia e da Noruega.

O relatório afirma que o país vive um paradoxo. Precisa financiar um Estado caro sem ter ainda a base econômica necessária. Essa combinação, segundo os pesquisadores, torna o sistema insustentável no longo prazo.

Renúncias fiscais aumentam distorções

As chamadas isenções e incentivos tributários consomem de 5% a 6% do PIB todos os anos. Sem esses mecanismos, o Brasil já teria uma carga comparável à dos países mais tributados do planeta.

O estudo critica a manutenção indiscriminada desses benefícios. Muitos deles não têm avaliação de impacto e continuam existindo apenas por pressão política. Para os autores, o problema não é apenas quanto o governo deixa de arrecadar, mas a forma como concede os benefícios fiscais.

Os pesquisadores defendem a ideia de que as renúncias devem passar por critérios objetivos. Eles propõem relatórios regulares, metas de desempenho e prazo de validade. Só os regimes que mostrarem resultado concreto, segundo o texto, devem ser mantidos.

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O Regime Especial da Indústria Química aparece como exemplo de modelo eficiente, pois prevê contrapartidas, prazo determinado e controle dos impactos. Para os autores, esse é o caminho que a futura Lei Geral dos Gastos Tributários precisa seguir.

A proposta dessa lei foi incluída na Emenda Constitucional n° 109, de 2021, mas até agora não saiu do papel. O relatório sugere que sua regulamentação seja prioridade para impedir que a carga siga subindo de forma desordenada.

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3 comentários
  1. ELIAS
    ELIAS

    O Brasil tem um dos maiores custos de estado porque tem a elite política mais cara e dissociada da realidade do povo que diz representar. A parte que trabalha e paga impostos sustenta uma outra parte maior que vive nas tetas desse estado populista. E de sobra, ainda envia recursos para ditaduras amigas do governo de esquerda.

  2. Eduardo
    Eduardo

    Eu acho que o que vai crescer é o Estado e seu imensurável custo!

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