publicidade
Economia

Bradesco encerra emissão de cheque a partir de dezembro

Medida do banco vale para clientes pessoa física e microempreendedores individuais (MEIs), mas não afeta contas corporativas

Cheque do banco Bradesco
Cheque do banco Bradesco | Foto: Reprodução/Internet

A partir de dezembro de 2025, clientes pessoa física e microempreendedores individuais (MEIs) do Bradesco não terão mais acesso a novos talões de cheque, segundo comunicado oficial do banco.

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

Receba nossas atualizações

O Bradesco informou, por meio de mensagem no aplicativo de celular, que vai haver o encerramento da emissão desse meio de pagamento de forma progressiva para esses públicos. Apesar disso, a decisão é por manter a oferta de cheques apenas para clientes “Corporate”, os corporativos.

Na notificação, o banco orientou os usuários a priorizarem o Pix, disponível durante todo o dia, como alternativa prática para transferências e pagamentos.

Leia também: “Saudade dessa crise”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 293 da Revista Oeste

Segundo o Bradesco, “a iniciativa acompanha a mudança de comportamento dos clientes, que têm optado por soluções digitais como Pix, transferências e pagamentos eletrônicos”, afirmou o banco à CNN Brasil.

Histórico do uso de cheque no Brasil

Lucro do Bradesco foi divulgado nesta quinta-feira, 31 | Foto: Reprodução/Twitter/X
Agência do Bradesco | Foto: Reprodução/Twitter/X

Desde o início do século 20, o cheque desempenha papel relevante na economia brasileira. A sua regulamentação formal começou com o Decreto-Lei n.º 2.591, de 7 de agosto de 1912, que tratou da circulação do cheque no país.

Em 1985, a conhecida “Lei do Cheque” passou a disciplinar de forma abrangente este título de crédito no Brasil. Ela definiu suas características, prazos de apresentação, além dos requisitos para emissão e compensação.

Leia mais: “O caminho do dinheiro”, reportagem de Sarah Peres publicada na Edição 293 da Revista Oeste

Ao longo das décadas, o cheque foi uma ferramenta bastante utilizada para pagamentos entre pessoas físicas e empresas. Seu uso massivo ocorreu especialmente antes da difusão dos cartões, das maquininhas e dos meios digitais. A grande vantagem era permitir movimentar valores sem o transporte de numerário, além de servir também como garantia, como o cheque-calção.

No entanto, com a crescente digitalização dos serviços bancários, o avanço do internet banking e especialmente o lançamento do sistema Pix, em 2020, o uso do cheque despencou. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que em 1995 foram compensados cerca de 3,3 bilhões de cheques, enquanto em 2024 o número caiu para aproximadamente 137,6 milhões. Trata-se de uma redução de cerca de 96%.

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    O Bradesco vai deixar de ser analógico neste quesito.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.