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Economia

Botafogo entra com recuperação judicial e expõe dívida bilionária

Clube indica passivo superior a R$ 2,5 bilhões e risco à continuidade operacional já indicado em auditoria

O Botafogo também atribui o cenário atual à frustração de receitas esperadas | Foto: Reprodução/@Botafogo/X

O Botafogo de Futebol e Regatas informou nesta quarta-feira, 22, que protocolou um pedido de recuperação judicial da sua Sociedade Anônima de Futebol (SAF) no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Segundo a diretoria, a decisão busca reorganizar as contas e garantir a continuidade do projeto esportivo iniciado em 2022. 

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“A SAF também solicitou a suspensão temporária do direito de voto do acionista majoritário, que, por diversos meses, tem usado essa posição para obstruir a chegada de novo capital ao clube de futebol”, afirmou o Botafogo, em nota. “A medida tem como prioridade absoluta a proteção das atividades do clube e o cumprimento dos compromissos com seus atletas, funcionários e prestadores de serviço, que seguirão recebendo atenção especial ao longo de todo o processo.” 

A estrutura acionária da SAF envolve a Eagle Holdings Bidco, atualmente sob intervenção da Cork Gully, depois do afastamento do empresário John Textor. Mesmo fora do comando direto, Textor ainda lidera a diretoria executiva da companhia.

O Botafogo também atribui o cenário atual à frustração de receitas esperadas e à interrupção de apoios previstos no modelo inicial da SAF. Conforme o clube, esse quadro “impactou diretamente o fluxo de caixa da companhia e exigiu a adoção de medidas de reorganização”. 

Apesar da situação financeira, o Botafogo garante que seguirá participando normalmente das competições. 

Botafogo detalha passivo bilionário e dívidas de curto prazo

No pedido, a SAF informa que acumula mais de R$ 2,5 bilhões em passivos. Desse total, R$ 1,4 bilhão correspondem a dívidas de curto prazo, com vencimento até o fim de 2026. O patrimônio líquido aparece negativo em R$ 427,2 milhões.

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A auditoria das demonstrações financeiras de 2024 já indicava risco para a continuidade operacional. A análise destacou problemas de capital de giro e desequilíbrio patrimonial como fatores de atenção.

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