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Economia

Bolsa fecha em queda pelo 3º dia consecutivo

Rombo na Americanas e dúvidas fiscais ajudam no resultado ruim

Ibovespa impostos
Foto: Reprodução Agência Brasil

Pelo terceiro pregão seguido, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), fechou nesta segunda-feira, 16, em queda de 1,54%, aos 109.212 pontos.

O dia foi de baixa liquidez por causa de um feriado nos Estados Unidos, com investidores temendo a recuperação judicial da varejista Americanas e com especulações sobre o aumento do salário mínimo em um valor acima do previsto para o Orçamento. A queda no mercado de commodities, principal produto de exportação nacional, também foi registrada nesta segunda-feira.

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Na China, há possibilidade de investigações de empresas que teriam praticado irregularidades nos preços do minério de ferro. Isso também influenciou os movimentos da bolsa. Na contramão das quedas no mercado, as varejistas Magazine Luiza e Via subiram 12,24% e 10,54%, respectivamente.

Outra preocupação do mercado é o início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que tem as presenças do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

O evento começou hoje e vai até a próxima sexta-feira, 20. Entre os possíveis temas abordados pelos brasileiros estão a âncora fiscal, a reforma tributária, o pacote “antidéficit” e o combate à fome.

Bolsa em queda, dólar em alta

O dólar encerrou a sessão desta segunda-feira, 16, em alta de 0,83%, cotado a R$ 5,14. Apesar da valorização do dia, a moeda norte-americana acumula queda de 2,49% em janeiro. A desvalorização do real diante do dólar foi desencadeada pelo ambiente externo e pelas dúvidas sobre as políticas fiscais adotadas pelo Brasil. Entre elas, a definição do novo valor do salário mínimo nacional.

A moeda norte-americana operou em alta durante todo o dia, oscilando entre R$ 5,10 e R$ 5,12, e atingindo sua máxima cotação em R$ 5,16. O resultado foi impulsionado pela queda no valor das commodities, pela ameaça de intervenção no mercado imobiliário chinês e pela indefinição do reajuste do salário mínimo, acima dos R$ 1,3 mil previstos no Orçamento.

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