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Economia

BNDES: colaboradores recebem um bônus médio de R$ 130 mil; confira as bonificações de outras estatais

Esse montante, correspondente ao desempenho de 2023, mostra um crescimento de 33,1% em relação aos R$ 97,6 mil distribuídos em 2022

Esse valor dado pelo BNDES representa a maior bonificação média entre as empresas públicas | Foto: Reprodução/Agência Brasil
Esse valor dado pelo BNDES representa a maior bonificação média entre as empresas públicas | Foto: Reprodução/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, nesta semana, a distribuição de um benefício médio de R$ 129,9 mil a seus funcionários. O pagamento se dará por meio do programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Esse valor, referente ao desempenho de 2023, representa um aumento de 33,1% em comparação aos R$ 97,6 mil repassados em 2022.

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A quantia se destaca como a maior bonificação média entre as empresas públicas que relataram seus dados à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação.

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Nem todos os empregados recebem a mesma quantia. O cálculo do PLR leva em consideração a remuneração individual e o cumprimento de metas de desempenho.

De acordo com dados oficiais, um funcionário do BNDES recebeu R$ 288,7 mil, que é o teto máximo pago pelo programa. O banco adota a política de repassar o equivalente a três meses de salário.

Em comparação, o Banco do Brasil se destacou ao pagar R$ 369,2 mil a um de seus empregados, marcando um crescimento de 5,4% em relação a 2022. Esse valor representa quase seis meses de remuneração. A PLR média do Banco do Brasil foi de R$ 49,2 mil no ano passado, com um avanço de 11,4%.

A Caixa Econômica Federal, embora tenha oferecido valores inferiores, também observou um crescimento significativo em relação ao ano anterior. A bonificação média foi de R$ 25,6 mil, um aumento de 49,2%. Um funcionário recebeu R$ 68,9 mil, quase quatro vezes o teto do ano anterior, que foi de R$ 17,5 mil.

Banco do Brasil e Caixa competem entre si

Enquanto o Banco do Brasil e a Caixa competem entre si e com instituições privadas, o banco de desenvolvimento opera como uma empresa pública sem concorrência direta.

O pagamento do PLR ocorre anualmente e se soma ao salário, 13º, adicional de férias e outros benefícios oferecidos pelas empresas estatais.

No BNDES, mais de 2,2 mil funcionários foram contemplados com o benefício. Em contrapartida, o Banco do Brasil e a Caixa alcançaram números ainda maiores, com 87,8 mil e 82,8 mil empregados, respectivamente.

Essas instituições são estatais independentes. Elas financiam suas operações com receitas próprias. Por isso, têm a flexibilidade de oferecer remunerações acima do teto do funcionalismo, que atualmente está fixado em R$ 44 mil.

O BNDES ressaltou ser uma estatal lucrativa que, proporcionalmente, distribui mais dividendos à União. O banco atribui o aumento no valor do PLR ao desempenho excepcional de 2023, que incluiu uma expansão dos desembolsos e uma inadimplência de apenas 0,01% na carteira.

Em 2022, as metas não foram atingidas e, depois da auditoria, não houve pagamento a todos os funcionários.

Além do BNDES, outras estatais fazem distribuição de lucros

O Banco do Brasil explicou que o pagamento de PLR é uma prática de mercado que integra sua política de valorização e retenção de talentos. A instituição define que o repasse consiste em uma parte fixa e outra variável, que considera os lucros alcançados.

“A elevação nos resultados financeiros alcançados entre os anos de 2022 e 2023 promoveu, consequentemente, um aumento nos valores recebidos pelos funcionários, com maior valorização dos cargos da base hierárquica da empresa”, afirmou o banco.

Além disso, outras empresas ofereceram bonificações significativas. A Petrobras, por exemplo, distribuiu um valor médio de R$ 73,4 mil a 38 mil funcionários, mais que o triplo da média paga em 2022, que foi de R$ 20,9 mil. Um dos empregados da Petrobras recebeu uma bonificação de R$ 152,5 mil, mais do que o dobro do máximo do ano anterior.

A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A. apresentou um aumento de 290% no valor médio repassado, alcançando R$ 80 mil em 2023. Um de seus funcionários recebeu R$ 150,9 mil. Na Autoridade Portuária de Santos (APS), o bônus médio foi de R$ 48,6 mil, uma alta de 21,1% em relação ao ano anterior, com um pagamento máximo de R$ 141,9 mil.

A APS afirmou que os resultados de 2023 refletem o aumento do lucro líquido da companhia e o alcance das metas estabelecidas para os empregados. O objetivo do programa de PLR é melhorar os níveis de produtividade, permitindo que os colaboradores tenham um benefício adicional ao atingirem as metas estipuladas.

3 comentários
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    Tudo falso pagam aos petistas escolhidos por os gerentes e diretores não tem nada a ver com metas até porque eles não tem metas nenhumas . A petrobras está com rombo de alguns bilhões no resultado e paga bônus? Kkkkk

  2. Francisco de Paula Ferreira da Cunha Neto
    Francisco de Paula Ferreira da Cunha Neto

    Nada como a volta da mãe dos funcionários públicos graduados para aumentar a mesada e usufruir do dinheiro público como se fosse seu. Viva o Brasil das Capitanias Hereditárias!!!!!

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