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Economia

Bets famosas ficam de fora da lista de casas legalizadas pelo governo

Entre elas, estão patrocinadoras de times de futebol da primeira divisão

Site de bets esportivas precisa de autorização para operar no Brasil | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Site de apostas esportivas precisa de autorização para operar no Brasil | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda divulgou, nesta terça-feira, 1º, a lista dos 192 sites de apostas esportivas, as chamadas bets, autorizados a operar no Brasil. No entanto, a ausência de algumas casas famosas chamou a atenção.

Exemplo disso é a Esportes da Sorte. A empresa é patrocinadora de times de futebol, como o Corinthians, Bahia, Athletico Paranaense, Grêmio e Ceará, bem como a equipe feminina do Palmeiras. O Juventude, do Rio Grande do Sul, também conta com o apoio de uma casa não autorizada, a Stake.

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“A Esportes da Sorte cumpriu com todas as exigências das portarias desde o dia 20 de setembro”, afirmou a empresa, em nota oficial. “Já estamos em contato com a Secretaria de Prêmios e Apostas para retificação.”

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A Vai de Bet, envolvida em operação que investiga esquema de lavagem de dinheiro em jogos ilegais, também não aparece na lista de sites autorizados pelo governo federal. A empresa foi patrocinadora do Corinthians, mas rescindiu contrato.

Times da Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol também têm ligações com bets que passam a não ter regularização no país. O Sport, do Recife, é patrocinado pela Betvip. O Guarani, de Campinas (SP), tem apoio da Dafabet. Amazonas e Coritiba são financiados pela Reals.

Bets ilegais vão sair do ar, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estimou, em entrevista à rádio CBN, que serão banidos de 500 a 600 sites de apostas nos próximos dias. “A Anatel vai bloquear do espaço brasileiro o acesso a esses sites.”

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Haddad ainda aconselhou as pessoas com dinheiro nestes sites que solicitem o saque dos valores, que podem “sumir” depois do banimento das plataformas. “Se você tem dinheiro em site de apostas, peça restituição já”, disse o ministro. “Você tem direito à restituição. Peça para exigir o dinheiro que você tem depositado lá.”

As empresas que não entrarem na lista ainda poderão pedir autorização ao Ministério da Fazenda para operar. Essas bets terão, no entanto, de esperar o prazo de até 150 dias para receberem um retorno sobre a autorização definitiva, que se daria em 2025.

Leia também: “Por que só as bets podem?”, reportagem de Amanda Sampaio e Anderson Scardoelli publicada na Edição 222 da Revista Oeste

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