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Economia

BC diz que PEC da escala 6 X 1 vai contra a modernidade do trabalho

Roberto Campos Neto afirma que a redução da jornada afetaria avanços na lei, como a da reforma trabalhista

O presidente do BC tem mandato até 31 de dezembro de 2024 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente do BC, Roberto Campos Neto: melhor solução é a liberdade econômica| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse nesta terça-feira, 19, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à jornada de trabalho 6 X 1 (6 dias de trabalho e 1 de descanso) vai “contra a modernidade das relações de trabalho”. 

A proposta é da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP). “As pessoas querem negociar as relações de trabalho com esses novos instrumentos de tecnologia de uma forma mais livre. Esse projeto vai na contramão, inclusive, da modernidade das relações de trabalho”, disse o executivo.

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Presidente do BC diz que PEC ameaça empregos 

O presidente do BC já fez 3 aparições públicas nas quais criticou a proposta da parlamentar de esquerda. Desta vez, ele participou do evento “Economia: Cenários e Tendências para 2025”, organizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). 

Na oportunidade, voltou a defender que a reforma trabalhista tem contribuído principalmente para a taxa de desemprego baixa, em 6,4%. Outro motivo, conforme a sua visão, é a “desburocratização” adotada com a Lei de Liberdade Econômica.

Campos Neto disse que a medida impacta o trabalho da autoridade monetária. “Eu tenho falado bastante contra esse projeto de 6 X 1, porque acho que isso, no final das contas, vai contra a reforma que foi feita”.

Para ele, “grande parte da melhoria do trabalho que a gente está comemorando hoje é exatamente porque a relação do trabalho ficou mais flexível”. Campos Neto declarou que países que adotam leis mais flexíveis na relação com o trabalho tendem a ter desemprego mais baixo. 

“Não vai ser bom para o empregado”

“Acho que voltar atrás nisso não vai ser bom para o empregado. Vai aumentar o custo da mão de obra, diminuir a produtividade e aumentar a parte informal”, disse.

O dirigente voltou a defender que “mais deveres” aos empregadores não significa “mais direitos” aos trabalhadores. Disse que o trabalho moderno está mais “flexível por natureza”.

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