O Banco do Brasil apresentou um recuo expressivo de 45,4% no lucro líquido ajustado em 2025, totalizando R$ 20,7 bilhões. O aumento da inadimplência no setor do agronegócio afetou o desempenho e elevou as provisões para perdas esperadas.
No quarto trimestre, o lucro do banco chegou a R$ 5,7 bilhões, uma queda de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior, mas com avanço de 51,7% sobre o trimestre anterior.
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O retorno sobre o patrimônio líquido recuou de 21,4% para 11,4%, refletindo o cenário adverso enfrentado pela instituição financeira.
As provisões para devedores duvidosos subiram 73,5% na comparação anual, atingindo R$ 62 bilhões em 2025.
Desse total, R$ 32,3 bilhões decorreram da inadimplência entre produtores rurais, impactada pelo aumento de pedidos de recuperação judicial no setor
Inadimplência impactou resultado do Banco do Brasil
Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, prevê a retomada do desempenho da instituição neste ano.
“Conseguimos nos adaptar ao cenário com transparência e muita dedicação de nossos funcionários para que tenhamos um 2026 com retomada de patamares de rentabilidade do tamanho do BB”, declarou Medeiros ao divulgar o balanço.
O resultado apresentado ficou acima das expectativas de analistas consultados pela Bloomberg, que projetavam lucro anual de R$ 19,1 bilhões e lucro trimestral de R$ 4,1 bilhões.
Desempenho das carteiras de crédito
A carteira de crédito do banco encerrou 2025 em R$ 1,3 trilhão, com avanço de 2,5% em relação ao ano anterior.
Os principais destaques foram os cartões de crédito; o crédito não consignado; e o consignado, que subiu 11,8%, e consignado, com 8,1% de crescimento.
De acordo com o banco, “o crédito do trabalhador consolidou-se como um dos principais vetores de crescimento no consignado em 2025, com um total de mais de R$ 13 bilhões em desembolsos em mais de 1,5 milhão de operações”.
Leia também: “Um retrato de cabeça para baixo”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 308 da Revista Oeste
Já os financiamentos para empresas e para o agronegócio cresceram de forma mais moderada, com altas de 0,6% e 2,1%, respectivamente.
A inadimplência superior a 90 dias atingiu 5,2% da carteira em dezembro, enquanto, um ano antes, estava em 3,16%.
“Nosso resultado evidencia a capacidade de atravessar cenários adversos com diligência, transparência e foco na geração de valor sustentável”, destacou Medeiros. “Somos um banco sólido, em que o brasileiro sabe que pode confiar para todos os momentos.”
Projeções para 2026
O Banco do Brasil também divulgou projeções para 2026, prevendo expansão entre 0,5% e 4,5% na carteira de crédito e expectativa de lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.
Os custos com empréstimos devem ficar entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões, conforme o balanço.
“Estamos otimistas com 2026, atuando sempre com cautela, estratégia clara e execução disciplinada”, informou a presidente do banco. “Seguimos com foco contínuo em mitigação de riscos e na rentabilidade: fortalecimento de garantias, matriz de resiliência e novos produtos para sustentar a parceria histórica com o agro.”
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Adicionalmente, o banco anunciou a distribuição de juros sobre capital próprio referentes ao quarto trimestre de 2025.
O valor será de R$ 0,21630429188 por ação para quem for acionista em 23 de fevereiro, totalizando R$ 1,2 bilhão em JCP (juros sobre capital próprio) a serem pagos aos investidores.









































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