O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou que a autoridade monetária possui toda a documentação sobre o processo de liquidação do Banco Master. Disse do mesmo modo que está “à disposição” do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar esclarecimentos no âmbito das investigações que envolvem a instituição financeira.
Em entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária, Galípolo declarou que o BC registrou detalhadamente cada etapa da fiscalização que resultou na liquidação extrajudicial do banco. Acrescentou que, caso o STF requisite os registros, terá acesso a tudo. Segundo ele, o cuidado com a documentação visa garantir principalmente que as decisões da autarquia tenham assim sustentação ao longo do tempo.
Receba nossas atualizações
Banco Central: documentação e cooperação
Galípolo destacou do mesmo modo que o Banco Central já forneceu material ao Ministério Público, assim como à Polícia Federal. Agora, segundo ele, está pronto para colaborar com o STF. “Eu, em especial, como presidente do Banco Central, estou à disposição para prestar todo tipo de suporte e apoio ao processo de investigação”.
O Banco Master é alvo de investigação por supostas irregularidades na emissão de títulos e na gestão de ativos. O caso resultou sobretudo na prisão de executivos e no encerramento das atividades da instituição. O episódio ganhou relevância por envolver ainda o processo de venda da empresa ao Banco Regional de Brasília (BRB). A operação estava em negociação antes da intervenção do BC.
Leia também: “Anatomia de uma fraude”, reportagem publicada na Edição 310 da Revista Oeste
Dados recentes apontam que o ministro do STF Alexandre de Moraes teria mantido múltiplos contatos com Galípolo ao longo do ano para tratar de assuntos sobre o Banco Master. Os diálogos seriam acerca da operação com o BRB. Segundo fontes, parte desses contatos ocorreu por telefone e em encontros presenciais.
A pauta tratou da mesma forma do suposto envolvimento da mulher de Moraes, que advogou em favor do Master. Há indicações, aliás, de que a documentação detalhada que o BC dispõe estaria registrada internamente como instrumento de “blindagem” contra pressões externas, incluindo as de natureza política.
Leia mais: “Galípolo, o falcão”, reportagem publicada na Edição 298 da Revista Oeste
Além do STF, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Banco Central apresente esclarecimentos sobre a liquidação do Master. O Tribunal questiona se houve falhas na supervisão. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), por sua vez, emitiram manifestações de apoio ao BC. As entidades ressaltaram sobretudo a importância da autonomia e da solidez institucional da autoridade monetária.
+ Leia mais notícias de Economia na Oeste





































Explicar ao STF? O que acontece ai todo mundo já sabe, explique pro Brasil.
Por que, tanta preocupação de um ministro do STF em proteger um banco privado?
Tem que explicar à sociedade e não ao STF. Que diabos o STF tem a ver com isso? Tem que explicar certas relações, isso sim.
Concordo integralmente. O STF não deveria ter na a ver com o Banco Master. Mas, o pipr é que alguns ministros do STF parecem ter MUITO intere$$e no banco.