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Economia

Banco Central se diz pronto para explicar ao STF caso Master

Gabriel Galípolo afirma que tem ‘tudo documentado’ e está ‘à disposição’ do Supremo

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo: à disposição do STF | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo: à disposição do STF | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou que a autoridade monetária possui toda a documentação sobre o processo de liquidação do Banco Master. Disse do mesmo modo que está “à disposição” do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar esclarecimentos no âmbito das investigações que envolvem a instituição financeira.

Em entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária, Galípolo declarou que o BC registrou detalhadamente cada etapa da fiscalização que resultou na liquidação extrajudicial do banco. Acrescentou que, caso o STF requisite os registros, terá acesso a tudo. Segundo ele, o cuidado com a documentação visa garantir principalmente que as decisões da autarquia tenham assim sustentação ao longo do tempo.

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Banco Central: documentação e cooperação

Galípolo destacou do mesmo modo que o Banco Central já forneceu material ao Ministério Público, assim como à Polícia Federal. Agora, segundo ele, está pronto para colaborar com o STF. “Eu, em especial, como presidente do Banco Central, estou à disposição para prestar todo tipo de suporte e apoio ao processo de investigação”. 

O Banco Master é alvo de investigação por supostas irregularidades na emissão de títulos e na gestão de ativos. O caso resultou sobretudo na prisão de executivos e no encerramento das atividades da instituição. O episódio ganhou relevância por envolver ainda o processo de venda da empresa ao Banco Regional de Brasília (BRB). A operação estava em negociação antes da intervenção do BC.

Leia também: “Anatomia de uma fraude”, reportagem publicada na Edição 310 da Revista Oeste

Dados recentes apontam que o ministro do STF Alexandre de Moraes teria mantido múltiplos contatos com Galípolo ao longo do ano para tratar de assuntos sobre o Banco Master. Os diálogos seriam acerca da operação com o BRB. Segundo fontes, parte desses contatos ocorreu por telefone e em encontros presenciais.

A pauta tratou da mesma forma do suposto envolvimento da mulher de Moraes, que advogou em favor do Master. Há indicações, aliás, de que a documentação detalhada que o BC dispõe estaria registrada internamente como instrumento de “blindagem” contra pressões externas, incluindo as de natureza política.

Leia mais: “Galípolo, o falcão”, reportagem publicada na Edição 298 da Revista Oeste

Além do STF, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Banco Central apresente esclarecimentos sobre a liquidação do Master. O Tribunal questiona se houve falhas na supervisão. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), por sua vez, emitiram manifestações de apoio ao BC. As entidades ressaltaram sobretudo a importância da autonomia e da solidez institucional da autoridade monetária.

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4 comentários
  1. PCC
    PCC

    Explicar ao STF? O que acontece ai todo mundo já sabe, explique pro Brasil.

  2. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Por que, tanta preocupação de um ministro do STF em proteger um banco privado?

  3. Rodrigo P
    Rodrigo P

    Tem que explicar à sociedade e não ao STF. Que diabos o STF tem a ver com isso? Tem que explicar certas relações, isso sim.

    1. Paulo
      Paulo

      Concordo integralmente. O STF não deveria ter na a ver com o Banco Master. Mas, o pipr é que alguns ministros do STF parecem ter MUITO intere$$e no banco.

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