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Economia

Banco Central mantém taxa de juros em 15% ao ano

O Copom sinalizou que poderá iniciar um ciclo de cortes a partir do encontro de março

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Com essa decisão, a Selic permanece em seu maior valor desde julho de 2006, período em que estava em 15,25% ao ano | Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O Banco Central (BC) decidiu manter a taxa básica de juros em 15% ao ano, repetindo esse patamar pela quinta reunião consecutiva do Comitê de Política Monetária (Copom). A decisão foi definida nesta quarta-feira, 28.

A medida, que já era aguardada pelos agentes do mercado financeiro, ocorre mesmo diante da recente queda da inflação e do dólar.

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Com essa decisão, a Selic permanece em seu maior valor desde julho de 2006, período em que estava em 15,25% ao ano.

O Copom sinalizou que poderá iniciar um ciclo de cortes a partir do encontro de março, caso o cenário inflacionário siga controlado e não haja imprevistos na economia.

Votação unânime

No comunicado divulgado, o BC explicou que “o comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”

A votação foi unânime, mesmo com dois cargos vagos no colegiado. Os mandatos de Renato Gomes e Paulo Pichetti, diretores de organização do sistema financeiro e de política econômica, terminaram no fim de 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva só indicará os substitutos depois do retorno do Congresso, em fevereiro.

A Selic passou a ser elevada a partir de setembro de 2024. O índice atingiu 15% em junho do ano passado e permanece nesse nível desde então.

Projeções futuras do Banco Central

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para regular a inflação mensurada pelo IPCA. Em 2025, o índice fechou em 4,26%, o menor patamar anual desde 2018, voltando ao limite superior da meta contínua.

Pelo novo modelo de meta contínua, vigente desde janeiro, a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional está em 3%, com margem de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo, estabelecendo limites entre 1,5% e 4,5%.

Diferentemente do sistema anterior, a verificação da meta agora considera o IPCA acumulado em 12 meses, ajustando o período de apuração a cada mês. Em janeiro de 2026, por exemplo, a inflação acumulada desde fevereiro de 2025 é comparada à meta e ao intervalo permitido.

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No último Relatório de Política Monetária, divulgado em dezembro, o BC previu IPCA de 3,5% para 2026, mas informou que revisará os números, considerando as oscilações do dólar e da inflação. O banco apresentará uma nova projeção no fim de março.

O Boletim Focus, levantamento semanal do BC com instituições financeiras, aponta que a inflação deve fechar 2026 em 4%, ligeiramente acima do teto da meta. Há quatro semanas, a expectativa era de 4,05%.

Previsão para o PIB

O BC elevou para 1,6% a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, segundo o relatório divulgado em dezembro. No mesmo Boletim Focus, o mercado estima crescimento maior, com previsão de aumento de 1,8% do PIB em 2026.

Leia também: “O Leão insaciável: arrecadação é recorde em 2025, mas governo quer mais impostos em 2026”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 302 da Revista Oeste

A Selic serve de referência para operações com títulos públicos e para outras taxas praticadas no país.

Quando o BC reduz os juros básicos, o crédito fica mais acessível e a produção e o consumo ganham estímulo, mas o controle da inflação pode se enfraquecer. Para baixar a Selic, o BC precisa garantir que não há risco de alta dos preços.

1 comentário
  1. Marcio Yukio Katsuki
    Marcio Yukio Katsuki

    Quando tem roubalheira, a dívida do governo a 80% do PIB, como se esperar um crescimento do Brasil?! BC, OAB, ONU e OMS, tudo farinha do mesmo saco. Pense Nisso e Vida Que Segue!!

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