Ministério da Cidadania identificou 2,6 milhões de pessoas recebendo irregularmente o pagamento; valor chega a R$ 1,574 bilhão

Foto: Divulgação/Agência Brasil
Nos próximos dias, 2,6 milhões de brasileiros que sacaram indevidamente o auxílio emergencial receberão uma mensagem SMS. O objetivo é cobrar a devolução dos valores, embolsados por quem não precisava da ajuda financeira do Estado durante o surto de coronavírus. Se cada um restituir pelo menos uma parcela de R$ 600, o valor recuperado chegará a R$ 1,574 bilhão. A estratégia está sendo desenhada pelo Ministério da Cidadania, responsável por gerenciar o “coronavoucher” e ter identificado as irregularidades através de uma auditoria nos pagamentos. Os nomes serão repassados à Economia, que usará um contrato já existente para o envio de SMS de modo a executar a operação.
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Conforme o ministro Onyx Lorenzoni, a previsão é que sejam enviadas cerca de 4,8 milhões de mensagens, considerando a possibilidade de ser necessário encaminhar um reforço da cobrança. Caso alguém queira devolver os valores irregulares, é possível fazê-lo através do site que o governo federal lançou. Dessa forma, é preciso informar o CPF e gerar uma Guia de Recolhimento da União, a ser paga em qualquer banco. O presidente Jair Bolsonaro já destinou R$ 322 bilhões para bancar o auxílio emergencial até o fim do ano. Desde sua implementação, em abril, órgãos de controle apontaram casos de pessoas recebendo indevidamente, como servidores públicos, militares, entre outros.
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