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Economia

Apostas rendem R$ 3,3 bilhões e mais que dobram arrecadação federal

Recolhimento com apostas cresce mais de 100% no início de 2026, segundo a Receita Federal

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Arrecadação com apostas ultrapassa R$ 3,3 bilhões no início de 2026 e reflete avanço do setor no país | Foto: Shutterstock

A arrecadação com jogos de azar e apostas mais que dobrou no início de 2026, segundo dados da Receita Federal divulgados nesta terça-feira, 28. O setor movimentou R$ 3,3 bilhões entre janeiro e março.

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No mesmo período de 2025, o volume somava R$ 1,5 bilhão. O avanço chega a 123,7% em termos reais, conforme a classificação por atividade econômica.

O salto coloca o segmento entre os que mais cresceram na arrecadação federal no período. O ritmo supera o de áreas tradicionais da economia.

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As bets operavam no Brasil sem regulação | Foto: Dinh Quan/Pixabay

Apesar disso, o volume ainda permanece inferior ao de setores consolidados. Atividades financeiras e petróleo concentram fatias maiores da receita.

Crescimento acelera entre setores específicos

A expansão ocorre em meio a um cenário de aumento geral da arrecadação. As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 758,8 bilhões no trimestre.

O crescimento real no período alcança 5,59% na comparação anual. Entre os destaques, a extração de petróleo e gás natural lidera em valor absoluto. O setor registra R$ 28,6 bilhões no trimestre.

Leia mais: “Arrecadação federal atinge recorde de R$ 229 bi em impostos em março

Já o segmento financeiro mantém peso relevante, com arrecadação superior a R$ 100 bilhões no mesmo período.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) implementou a taxação de 12% sobre a receita bruta das apostas Gross Gaming Revenue em 2025. A lei que regulamenta o setor foi sancionada em 2023, mas o mercado passou a operar integralmente sob as novas regras a partir de janeiro de 2025.

Leia mais: “IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,89% em abril, puxada por alta no preço dos alimentos

O Congresso aprovou, em dezembro do ano passado, o Projeto de Lei Complementar n° 128 de 2025, que aumenta a carga tributária das empresas do setor. A alíquota subirá de 12% para 13% em 2026. O porcentual chegará a 14% em 2027 e a 15% em 2028.

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