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Economia

Americanas tem prejuízo de quase R$ 500 milhões no 1º trimestre

Dado consta do balanço da companhia relativo ao primeiro trimestre deste ano

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Balanço da Americanas foi divulgado nesta quarta-feira, 15 de maio | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Americanas encerrou o primeiro trimestre de 2025 com prejuízo líquido de R$ 496 milhões, resultado que contrasta com o lucro de R$ 453 milhões registrado entre janeiro e março de 2024. O balanço foi divulgado na última quarta-feira, 14.

Segundo a companhia, a ausência das vendas de Páscoa neste período impactou o desempenho, já que, neste ano, a data comemorativa caiu em abril.

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A Páscoa tem peso semelhante ao do Natal para a Americanas. “Em linha com nossas projeções e expectativas, nossos resultados financeiros do primeiro trimestre foram impactados pelo descasamento da data da Páscoa, importantíssimo evento no calendário de vendas da Companhia, e que esse ano ocorreu no segundo trimestre”, diz o balanço. “Olhando nossa performance operacional, excluindo-se esse efeito sazonal, seguimos na trajetória de contínua melhoria operacional. Como exemplo dessa tendência, os resultados da Páscoa, aqui apresentados na métrica somente de vendas ‘mesmas lojas’, trazem crescimento de dois dígitos.”

No primeiro trimestre, o Ebitda ajustado, considerando o pagamento de aluguéis, ficou negativo em R$ 20 milhões, revertendo o ganho de R$ 243 milhões apurado no mesmo intervalo do ano anterior. Excluindo o ajuste, o Ebitda ficou negativo em R$ 35 milhões, perante o resultado positivo de R$ 1,3 bilhão em 2024.

A receita líquida atingiu R$ 3 bilhões, o que perfaz uma queda anual de 17,4%. Segundo Coelho, o resultado estava previsto e foi alinhado ao planejamento interno. “Foi um trimestre com despesas controladas, capital de giro ajustado e avanço na reestruturação”, destacou Leonardo Coelho, presidente da Americanas em entrevista ao Estadão.

Outros dados do balanço da Americanas

O volume bruto de mercadorias somou R$ 4,1 bilhões no trimestre, o que representa retração de 24,8% ante igual período de 2024. O CEO disse que o varejo físico apresentou melhor desempenho, enquanto o canal digital segue em processo de recuperação.

Ambos os segmentos tiveram retração no GMV em relação ao ano passado. O varejo físico somou R$ 3,1 bilhões, baixa de 21,1%, e o digital alcançou R$ 360 milhões, encolhendo 60,9%. “A operação on-line está passando por uma transformação profunda, abandonando o modelo de marketplace tradicional para focar na omnichannelidade”, afirmou Coelho, referindo-se à experiência personalizada de compra por meio do atendimento por múltiplos canais.

Americanas
Americanas entrou em recuperação judicial em 2023, depois de fraude contábil | Foto: Reprodução

O presidente da Americanas ainda lembrou que, antes da atual reestruturação do canal digital, o segmento dependia de incentivos como prazos longos, frete grátis e cashback, o que afetava a rentabilidade. “Isso não é proposta de valor, é pagar para o consumidor comprar”, disse Coelho.

Fraude e recuperação judicial

Alvo de fraude contábil bilionária em 2023, a Americanas fechou aquele ano com prejuízo de R$ 2,3 bilhões, mas reverteu o resultado em 2024, com lucro de R$ 8,2 milhões.

Para 2025, o presidente reforça que a recuperação judicial continua e exige disciplina. “Americanas não é um ativo simples. Estamos em jornada de transformação e não dá para abaixar a guarda”, ressaltou.

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