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Economia

Americanas prevê vender marcas para pagar dívida

Valor pode chegar a R$ 3 bilhões

Americanas recuperação
As lojas do grupo varejista Americanas estão acumulando prejuízos com a crise | Foto: Foto: Divulgação

O plano de recuperação judicial da Americanas prevê a venda de bens e marcas do grupo em “liquidação” como estratégia para pagar parte das dívidas da empresa.

O novo CEO da companhia, Leonardo Coelho, acredita que a empresa deve levantar de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões com o negócio.

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Entre as marcas que devem fazer parte da negociação estão: 1) Hortifrúti Natural da Terra; 2) participação de 70% da empresa na Uni.co — dona das marcas Imaginarium, Puket, Mind e LoveBrands; 3) Jatinho modelo BEM-505 da Embraer.

Ainda conforme o plano de recuperação judicial, entrega à Justiça na segunda-feira 20, há a possibilidade da varejista se desfazer de marcas do grupo sob o nome Americanas que valem R$ 390 milhões.

No plano, também fica a possibilidade de levantar recursos com “outros bens, móveis ou imóveis, integrantes do seu ativo permanente, sob a forma de Unidade Produtiva Isolada ou não”. A Americanas também é dona do site Submarino e Shoptime.

A recuperação judicial faz parte do processo iniciado em 11 de janeiro, depois que a varejista anunciou um rombo contábil de R$ 20 bilhões e admitiu ter R$ 43 bilhões em dívidas com 16,3 mil credores.

Entre as medidas apresentadas aos credores, ainda está o aporte de R$ 10 bilhões, que, segundo o documento, será feito pelos três principais acionistas da empresa: Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Vendas desabam

As lojas do grupo varejista Americanas estão acumulando prejuízos, desde que vieram à tona os balanços da companhia indicando “inconsistências contábeis”.

Segundo o grupo, o faturamento on-line após a crise despencou. Em novembro de 2022, o mês de pico nas vendas durante o ano passado, a Americanas faturou quase R$ 1,4 bilhão em seu canal digital. Já em fevereiro, portanto, depois do início da crise, as vendas despencaram para R$ 180 milhões.

Já nas lojas físicas do grupo houve aumento nos negócios no mesmo período observado. Contudo, a empresa obteve um faturamento menor. Em novembro, o faturamento nas vendas foi de cerca de R$ 2 bilhões. No mês passado, essa receita ficou em R$ 944 milhões — o valor ficou acima do registrado no mesmo período de 2022 (R$ 855 milhões).

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0 comentários
  1. Zé Mané
    Zé Mané

    Chamem a Tabata Amaral, a Jojô Todyho e o Felipe Feto que eles reativam as vendas de colorantes verdes, sutia top GGG e livros marxistas. Curva do Elefante gente.. esses caras sugam a classe média lacrando para os mais pobres. (antes de escrever m.. vai ler sobre o grafico do Elefante)

  2. José Antonio Debon
    José Antonio Debon

    Então os gestores das americanas causam um rombo de 48 bilhões no caixa da empresa e agora apresentam um plano de recuperação judicial onde pretendem dar um gigantesco calote nos credores. Será que algum juiz vai viabilizar esse plano, punir os fornecedores e prestadores de serviços.

  3. paulo pantoja meireles
    paulo pantoja meireles

    Até meu filho de 3 anos sabe que é impossível uma empresa que tem uma divida 3x maior do que ela vale,se recuperar!!Essa “Americanas”já era!!!!!!!

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