A Americanas solicitou à Justiça o encerramento do processo de recuperação judicial. A varejista afirmou que cumpriu todas as obrigações previstas no plano aprovado.
A empresa protocolou o pedido na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Agora, o encerramento depende de homologação judicial. A companhia informou que adotará as medidas necessárias para concluir o processo.
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O caso figura entre os maiores processos de recuperação judicial do país. A crise decorreu de prejuízo bilionário ligado a fraudes em operações financeiras. As autoridades seguem com investigações sobre executivos envolvidos.
No mesmo comunicado, a Americanas confirmou a venda da Uni.Co, subsidiária que reúne marcas como Imaginarium e Puket. A empresa negociava a operação havia meses.
A varejista fechou o negócio com o grupo BandUP! pelo valor de R$ 152,9 milhões, conforme proposta original. Durante as tratativas, surgiu uma segunda oferta, de R$ 155 milhões, mas a empresa considerou a proposta inválida por descumprir requisitos do processo.
A BandUP!, dona da marca Piticas, assumirá o controle de marcas como Imaginarium, Puket e Casa Mind com a aquisição.
CVM indica ex-CEO como líder de esquema na Americanas
Em janeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu a apuração sobre o rombo de R$ 25 bilhões na varejista. O relatório técnico indicou Miguel Gutierrez, ex-CEO, como líder da articulação.
Conforme as investigações, o grupo atuou sem ciência do conselho de administração e dos comitês internos da Americanas. Ao todo, 31 pessoas aparecem como participantes diretas. O conjunto inclui diretores estatutários, gestores e funcionários de vários setores.
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Sobre o ex-CEO, o relatório afirma: “Deve ser responsabilizado por ter comandado, por ao menos uma década, um esquema de manipulação no mercado de valores mobiliários, com ofertas baseadas em informações falsas, valendo-se de sua posição como diretor-presidente e membro de conselhos que aprovaram demonstrações financeiras adulteradas”.





































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