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Economia

Ameaça de Trump eleva tensão nos mercados

Possível aumento de tarifas para a China afeta índices em Nova York e amplia a instabilidade no câmbio e nos títulos públicos

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping: tensão global | Foto: Reprodução/Twitter/X
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping: tensão global | Foto: Reprodução/Twitter/X

O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um eventual aumento de tarifas para produtos importados da China, repercutiu fortemente nos mercados. As bolsas norte-americanas registraram quedas, e o dólar perante o real oscilou negativamente. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA recuaram. O quadro reflete principalmente a busca por segurança em meio a incertezas.

Com a paralisação parcial do governo (shutdown), faltam dados econômicos novos. Assim, declarações presidenciais ganham peso para investidores. As pretensões de Trump dominaram o ambiente financeiro e pressionaram os índices em Wall Street.

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O efeito Trump nas bolsas

Até a conclusão desta matéria, o índice Dow Jones caía cerca de 1,20%, perdendo aproximadamente 554 pontos. O S&P 500 recuava 1,56%, enquanto o Nasdaq registrava perda de 2,05%.

Essas quedas revelam aversão ao risco generalizada. Setores como tecnologia e exportação estariam entre os mais vulneráveis, segundo analistas. Desse modo, é comum os investidores migrarem para ativos considerados seguros.

Leia também: “Lula joga damas. Trump, xadrez”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 291 da Revista Oeste

O rendimento da T-note de 2 anos girou em torno de 3,57 %. Já a taxa da T-note de dez anos recuou para cerca de 4,13 %. O dólar (USD) perante o real (BRL) manteve-se próximo de R$ 5,36. Essa cotação expressa o impacto global do nervosismo financeiro.

Se Trump confirmar essas novas tarifas, os custos de importação podem subir e pressionar a inflação. Empresas que dependem de insumos do exterior estariam vulneráveis. Analistas acompanham cada pronunciamento do presidente dos EUA. A ameaça de Trump segue como fator-chave de instabilidade no cenário financeiro global.

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