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Economia

A Faria Lima está preocupada com o governo Lula; saiba o porquê

Investidores temem uso da Petrobras para cobrir rombo fiscal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado do ministro, Fernando Haddad, durante cerimônia de lançamento do programa “Crédito do Trabalhador”, em Brasília, DF (12/3/2025) | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhado do ministro, Fernando Haddad, durante cerimônia de lançamento do programa “Crédito do Trabalhador”, em Brasília, DF (12/3/2025) | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A XP Investimentos soou o alarme. Em relatório enviado a clientes, a corretora afirmou que o governo Luiz Inácio Lula da Silva pode usar a Petrobras para cobrir o rombo fiscal.

O centro da preocupação está em um pacote de medidas que pode impor até R$ 40 bilhões em novos encargos à petrolífera, o que prejudicaria sua capacidade de gerar caixa, distribuir dividendos e manter atratividade diante de investidores.

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Entre as iniciativas em análise pelo governo estão:

  • Alterações no imposto da participação especial (SPT), uma das principais receitas incidentes sobre grandes campos de petróleo;
  • Mudança no preço de referência do petróleo estabelecido pela ANP, o que afetaria diretamente o cálculo de tributos devidos;
  • Leilão de direitos de produção em áreas não contratadas, com potencial de onerar ainda mais a companhia; e
  • Leilões permanentes e de blocos exploratórios, que, dependendo do modelo adotado, podem implicar custos adicionais para a Petrobras.

O alerta da XP sobre o governo Lula

De acordo com os analistas da XP, um aumento na alíquota da participação especial teria impacto direto sobre a rentabilidade da empresa e sua política de distribuição de lucros. Como o governo federal é o maior acionista da estatal, qualquer redução nos dividendos afeta também os próprios cofres públicos — além de enviar um sinal negativo ao mercado sobre a previsibilidade e a estabilidade do ambiente de negócios no Brasil.

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O alerta da XP reflete um temor crescente de que a Petrobras, em vez de operar com foco técnico e retorno ao acionista, volte a ser usada como instrumento de política fiscal e econômica. Seria reviver práticas do passado que comprometeram a imagem e o desempenho da estatal.

Para o mercado financeiro, a tentativa de extrair receitas extraordinárias da estatal pode ser um paliativo perigoso, que posterga reformas estruturais e agrava a desconfiança de investidores em relação ao compromisso do governo com o equilíbrio fiscal.

Os detalhes estão na coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 272 da Revista Oeste

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