O filme Tron original, lançado em 1982, estava muito à frente do seu tempo. O conceito de um programador (Kevin Flynn, vivido por Jeff Bridges) que criava um game e entrava dentro dele exigiu uma tecnologia de computação gráfica que não existia até então. E que influenciou toda uma geração de cineastas. Em 2010 foi lançada uma sequência, Tron Legacy, já com novos recursos, mas que acabou não sendo muito marcante.
Agora chegou a vez de Tron Ares (disponível pelo Disney+). A história em si não é tão original. Temos como sempre a figura da “grande corporação” fora de controle, dirigida por um herdeiro mimado e egoista (Evan Peters), como em Alien Earth. A empresa cria um ser digital chamado Ares (Jared Leto, sempre competente) que deveria ser o “soldado perfeito”, mas foge ao controle e se torna um herói quase místico. Ele acaba fazendo uma parceria com a CEO da empresa ENCOM, a programadora Eve Kim (Geeta Lee). Temos a empresa má, egoísta, que só pensa em lucros – Dillinger Systems – contra a empresa ENCOM, criada por Kevin Flynn, que quer salvar o planeta e fazer bondades.
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Mas cinema não é só história. Cinema é espetáculo. E espetáculo não falta em Tron Ares. Os efeitos visuais equivalem a uma experiência psicodélica. A direção do norueguês Joachim Rønning beira a perfeição, em parceria com a edição nervosa de Tyler Nelson. A música eletrônica da dupla conhecida como Nine Inch Nails cria a tela sonora adequada para o clima do filme.
Tron Ares chegou no tempo certo, quando está difícil saber se o que vemos na tela é real ou uma ilusão criada por computador. É o filme para explorar as complexas questões existenciais nascidas com a rapidíssima evolução da inteligência artificial. Uma vez iniciado, é difícil largar. E, quando terminado, queremos assistir de novo. Eu, pelo menos, quis. E estou esperando pela sequencia anunciada no final.






































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