Dia D (“Disclosure Day”, no original) dura duas horas e meia e, no final, dá vontade de continuar no cinema esperando a continuação. A direção de Steven Spielberg, aos 79 anos, é tensa e nunca perde o foco, mesmo em alguns momentos menos coerentes do roteiro de David Koepp.
Este é o quarto filme de Spielberg sobre extraterrestres. Tivemos o espetáculo do primeiro encontro em Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), a fábula infantil de E.T. (1982) e a guerra contra os alienígenas maus em Guerra dos Mundos (2005). Disclosure Day (“dia da revelação”) é o mais maduro de toda essa lista. Parte de um princípio meio simplório: o governo americano está escondendo os alienígenas do público. OK, mas por que outros governos não revelaram essa presença antes?
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O que torna Dia D diferente é principalmente seu tom de mistério. O filme não abre completamente o jogo sobre a natureza dos alienígenas. Sua aparência só fica clara nos últimos minutos. O ponto central da trama está na comunicação com os ETs, desenvolvida de forma misteriosa por uma meteorologista de um telejornal do interior (Emily Blunt, excelente, como sempre).
Um ponto fraco do filme é o vilão, interpretado por Colin Firth. A motivação para seu fanatismo não convence. Mas qualquer um desses defeitos se torna pequeno diante da direção de Spielberg, que mantém a tensão do início ao fim. Uma cena em especial, envolvendo um carro e dois trens, é uma aula de cinema de ação.






































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