Nikola Tesla (1856-1943) foi um gênio da eletricidade e praticamente criou o conceito de motor elétrico. Tanto que o carro elétrico mais vendido no mundo leva seu nome. Nascido onde hoje se localiza a Croácia, Tesla imigrou para os Estados Unidos, onde se integrou à leva de empresários e inventores que mudaria o mundo e formaria a base do capitalismo americano.
Tesla virou um quase sócio de outro gênio, Thomas Edison, mas a rivalidade entre os dois não conseguiu ser superada. Foi, por exemplo, fornecedor de George Westinghouse (que criou o aspirador elétrico) e teve financiamento lendário banqueiro J.P. Morgan. Com o tempo, a genialidade de Nikola Tesla começou a ter um toque de loucura, e ele chegou a dizer que podia dividir a Terra em duas com o poder da eletricidade.
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O roteirista e diretor norte-americano Michael Almereyda produziu um filme chamado simplesmente Tesla (2020, disponível pela Amazon). Com um personagem desses, não haveria muito o que errar. Mas, com o perdão pelo trocadilho, falta eletricidade ao filme. O ator Ethan Hawke interpreta Nikola com uma expressão morta e imutável. E a produção é tão pobre que nas cenas que exigem cenários externos (como um trem na estação ou as Cataratas de Niágara) os atores interpretam em frente a telões toscos típicos de teatro mambembe.
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Mesmo assim, a situação toda é tão interessante (e vital para a nossa atualidade) que acabamos aprendendo muita coisa. O filme tem toques de documentário, incluindo pesquisas no Google. No elenco, três destaques: Kyle MacLachlan (no papel de Thomas Edison), Anne Hewson (como a herdeira Anne Morgan, filha de J. P.) e Rebecca Dayan como a lendária atriz Sarah Bernhardt, que desenvolve uma paquera com Nikolas.
Trailer de Tesla
Assista, abaixo, ao trailer oficial do filme Tesla.









































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