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Cultura

Terapia em forma de documentário

Imagem: divulgação HBO

Jayne Mansfield (1933-1967) foi uma atriz mais conhecida pelo seu corpão e seus seios exuberantes do que pelo seu talento. Mãe aos 16 anos, de origem pobre, Jayne resolveu que ia fazer o que fosse necessário para não passar aperto.

Tornou-se atriz, tingiu o cabelo, e adotou uma voz aguda e sexy tendo como modelo sua “rival”, Marilyn Monroe. Na vida privada ela teve quatro filhos e foi uma mãe dedicada. Aproveitou a fama o quanto pode, mas veio o declínio, a depressão, o álcool e uma série de casamentos infelizes. Aos 34 anos ela morreu junto com o marido num acidente de carro, enquanto seus filhos escaparam com vida no banco de trás.

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A tragédia teve uma reviravolta anos depois quando sua filha mais nova, Mariska Hargitay, seguiu a carreira da mãe e estrelou a série Law & Order – Special Victims Unity. A série é um imenso sucesso, está na 26a temporada, e Mariska se tornou uma das mais bem pagas estrelas do show business americano, hoje recebendo cerca de meio milhão de dólares por episódio.

Apesar de todo o sucesso, Mariska tinha contas a acertar com o passado. Ela se sentia rejeitada pela mãe e descobriu que o homem que a criou como filha não era seu pai biológico. Fora isso, sentia vergonha da vulgaridade que Jayne Mansfield projetava no show business.

Mariska dirigiu o documentário My Mom Jayne, que serve como terapia para sua vida conturbada. É um documentário sensível, muito bem editado, altamente profissional, cheio de lágrimas, onde o quebra-cabeças vai sendo montado passo a passo. E Mariska descobre que, apesar dos traumas do passado, tinha uma família maior e mais unida do que imaginava. E que sua mãe Jayne era muito mais inteligente do que sua imagem passava, e que poderia ter seguido a carreira de violinista e pianista clássica.

My Mom Jayne está disponível pelo streaming Max.

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