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Cultura

"Palmer" e a maldição woke

Justin Timberlake faz o papel de um ex-presidiário que adota um menino "queer"

Imagem: divulgação AppleTV+

Justin Timberlake não está enfrentando a melhor fase da sua carreira musical. Mas como ator ele sempre foi muito respeitado. Palmer (produção de 2021, no streaming da Apple+) mostra um Timberlake contido no papel título – um presidiário de poucas palavras e poucos sorrisos que consegue sair da cadeia para um período de condicional.

Palmer vai morar na casa da avó. Na frente da casa mora um menino de 12 anos chamado Sam (Ryder Allen, excelente) que vive com uma mãe promíscua e alcoólatra (Juno Temple) e um “padrasto” violento. Palmer aos poucos se envolve com o menino Sam. E o filme é basicamente a história do seu amadurecimento ao adotar Sam como um filho informal.

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Acontece que Sam gosta de desenhos animados de princesas e se veste como uma menina. Então o fato de o durão Palmer proteger o frágil Sam surge como uma perspectiva emocional interessante e até original. Os dois atores se entendem muito bem em cena.

O problema é a maldição woke. Se tudo isso foi construido como uma história honesta, OK. Mas fica a suspeita de que é apenas mais uma peça de doutrinação woke, para que o público aceite a existência de uma criança “queer” e simpatize com a causa. E se foi isso, o espectador tem o direito de se sentir como um bobo.

Palmer não é um filme ruim. Resta saber se é honesto.

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2 comentários
  1. André Lima Passos
    André Lima Passos

    A série Bebê Rena do NETFLIX também contém todos os “ïngredientes”: transgenderismo, homossexualismo, consumo de drogas, mas consegue entregar uma trama interessante.

  2. Regis Tavares Da Silva
    Regis Tavares Da Silva

    Bom filme. A condição queer do menino é tratado no filme como uma característica pessoal não como uma virtude. Cumpriu o objetivo de informar e convencer sem lacrar. O problema mesmo é o roteiro “Sessão da Tarde”, sem grandes surpresas. Bom pra ver domingo à noite.

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