O ano de 2025 ofereceu uma das competições mais intensas da história da indústria de games em um período abarrotado de lançamentos. De modo inesperado, o mercado assistiu a um fenômeno: uma produção AA (médio orçamento) conseguiu se destacar e desbancar sequências de alto investimento no ranking final.
Com tantos títulos em apenas um ano, principalmente no trimestre final, selecionamos os melhores oito games de 2025 que valem o investimento de tempo e dinheiro. Variamos os gêneros e marcamos produções extremamente distintas em termos de jogabilidade, narrativa e abordagem visual, indo da tradicional animação 2D até jogos com os melhores gráficos do ano.
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Os 8 melhores games de 2025: a classificação completa
8. Silent Hill f
Novo capítulo da franquia de terror psicológico da Konami, a obra transporta a narrativa para o Japão rural dos anos 1960. A nova ambientação asiática garante uma estética sombria e inédita à franquia de survival horror que sempre permaneceu em solo norte americano na cidadezinha de Silent Hill.
O enredo foca em Shimizu Hinako, uma adolescente traumatizada. O jogador acompanha a protagonista enfrentando um pesadelo de terror psicológico e corporal depois que a névoa característica da série desce sobre a cidade e causa um apocalipse a todos os habitantes.
De ritmo lento e história densa, o jogo é uma das melhores iterações da franquia que ressuscitou depois do lançamento bem sucedido do remake de Silent Hill 2.
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7. Dispatch
A AdHoc Studios criou esta aventura gráfica com formato de sitcom de super-heróis em animação tradicional. A equipe de desenvolvimento conta com veteranos da Telltale Games, especialista em jogos do mesmo formato. O jogo busca unir a jogabilidade interativa com a cadência de uma série de televisão.
O título tem lançamento episódico com foco no humor e na história. O game prioriza o ritmo da narrativa e elimina as interações complexas do gênero point-and-click, garantindo mais fluidez à experiência em uma história divertida e criativa que subverte os clichês do gênero de um modo mais inteligente que o visto em séries televisivas como The Boys.
6. Death Stranding 2: On the Beach
Hideo Kojima entregou a sequência de seu jogo de ação e ficção científica. O protagonista Sam Porter Bridges retorna em uma última missão para reconectar os remanescentes da humanidade em um mundo fragmentado – dessa vez na Austrália.
O jogo expande o universo com elementos complexos de sci-fi com espiritualidade. A obra apresenta uma jogabilidade mais confortável, divertida e focada em ação em comparação com o primeiro game que era um dos jogos mais maçantes da geração passada. Kojima conseguiu transformar um jogo nichado em um produto de qualidade para uma audiência muito maior de consumidores.
5. Ghost of Yōtei
A Sony expande o universo de Ghost of Tsushima com este título de ação em mundo aberto. O enredo foca em Atsu, uma mercenária com uma trágica busca por vingança inspirada muito pelos filmes de Quentin Tarantino em Kill Bill. A obra também utiliza referências profundas do cinema japonês, como Lady Snowblood.
A jogabilidade oferece mais variação de habilidades que a do antecessor, além de atividades novas. O papel de mercenária da protagonista permite que o gameplay explore técnicas de combate variadas, saindo da estrutura rígida do estilo samurai com armas diferentes e mais interessantes. Destaque para a direção de arte extremamente bela, explodindo cores e paisagens inesquecíveis.
4. Hollow Knight: Silksong
O aguardado jogo de plataforma 2D chegou ao mercado depois de anos de desenvolvimento, superando temores de que fosse abandonado. A obra funciona como uma continuação direta do aclamado game original, com uma estrutura de mundo igualmente complexa.
O título exige precisão elevada em puzzles de movimentação e em duelos contra chefes tendo dificuldade alta e agrada aos jogadores que buscam um desafio à altura do primeiro Hollow Knight.
3. Donkey Kong Bananza
O grande macaco da Nintendo retornou em seu primeiro jogo de plataforma 3D de mundo aberto desde 1999. O título, um collectathon, foi um dos mais esperados pelos fãs.
O jogo estabeleceu um novo padrão visual para o gênero platformer no console da Nintendo. O destaque é o sistema de física que permite ao personagem Donkey Kong destruir o ambiente com seus socos carregados. A mecânica, apesar de simples, se torna viciante podendo oferecer horas de entretenimento para explorar cada um dos mapas.
2. Hades 2
A Supergiant Games lançou a versão completa da sequência do roguelike independente neste ano. A obra expande o universo com novos personagens e sistemas de combate diversificados.
O jogador assume o papel de Melinoë, filha de Hades. A missão da feiticeira é derrotar o titã Chronos. O sistema de recompensa foca no aprofundamento das relações familiares na mitologia grega, com narrativas que se desdobram a cada nova tentativa dando longevidade ao título.
1. Clair Obscur: Expedition 33
O título AA (produção de médio porte) da França se tornou o sucesso mais inesperado do ano. O game utilizou o boca a boca para se consagrar como um dos mais jogados de 2025 tendo conquistado a internet na época de seu lançamento. O game foi feito como uma produção independente por ex-desenvolvedores da Ubisoft insatisfeitos com as limitações criativas impostas pelo estúdio. Destaque para a trilha musical, a melhor do ano.
O RPG de fantasia é ambientado em um mundo com estética inspirada na Belle Époque. O combate utiliza um sistema de turnos com mecânica rítmica de parry. O jogo foi aclamado por sua narrativa, que aborda a expedição 33 para deter a entidade ‘A Pintora’, um ser que, a cada ano, amaldiçoa o mundo pós-apocalíptico ao limitar a idade máxima da população – no caso a idade de 33 anos com todos mais velhos que o número sendo exterminados misteriosamente.









































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