O detetive Sherlock Holmes, criado por Arthur Conan Doyle em 1886, é uma das mais sólidas instituições da literatura mundial. Holmes, um gênio neurótico, viciado em cocaína, é um detetive que chega no local do crime, reúne evidências que ninguém achou e resolve o caso. Seu fiel auxiliar Watson é seu contraponto, ainda mais discreto e racional. Uma grande quantidade de filmes e séries mantiveram esses perfis mais ou menos intactos.
Em 2009 o cineasta britânico Guy Ritchie resolveu reformar o mito de Sherlock Holmes. Transformou o detetive num herói de ação, exímio atirador, um homem que salta de muralhas e tem interesses românticos. Para o papel foi chamado o Homem de Ferro, Robert Downey Jr com seu sotaque americano. O galã Jude Law foi escalado para viver o originalmente manco e sem graça Watson.
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O primeiro filme foi elogiado pelo seu estilo e pelas cenas de ação, a grande especialidade de Guy Ritchie. Holmes e Watson combatem um nobre (Mark Strong) que usa truques científicos para tentar dominar o Império Britânico. É um filme de Sherlock Holmes? Mais ou menos. Mas é divertido e agitado.
Dois anos depois Ritchie lançou Sherlock Holmes: a Game of Shadow. Nesse filme é apresentado o grande vilão original dos livros, o professor James Moriarty (Jared Harris), que pretende iniciar uma guerra na Europa e lucrar com ela. As cenas de ação são muito bem feiras. O final é vertiginoso, nas Cataratas de Reichenbach, nas montanhas da Suiça. Mas o filme não agradou tanto. Em parte porque ninguém gostaria de ver o venerável Sherlock Holmes disfarçado de mulher.
Os dois filmes estão disponíveis na Amazon Prime.
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