O primeiro choque na minissérie O Monstro em Mim é observar a expressão da atriz Claire Danes. Ela ficou conhecida no mundo inteiro como Carrie Mathison, a bela e sexy agente da CIA Carrie Mathison na série Homeland entre 2011 e 2020. Agora ela surge envelhecida, com a vaidade destruída. Com 46 anos de idade, a atriz parece ter décadas a mais. O diretor Antonio Campos (filho do jornalista brasileiro Lucas Mendes) acabou com a beleza de Claire e ainda mostra os detalhes em extremo close-up.
Em O Monstro em Mim, Claire Danes faz o papel da escritora Aggie Wiggs, em crise desde a morte do seu filho num acidente provocado por um jovem bêbado. Wiggs não consegue escrever mais nada. Passa seus dias brigando com os vizinhos e se afundando na depressão.
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E então surge um novo morador no condominio, o magnata imobiliário Niles Jarvis, acusado de ter matado a mulher e escondido o corpo. Aggie decide escrever a biografia de Niles. Niles topa e nos primeiros dois capítulos da minissérie o que vemos é que o relacionamento entre as duas personagens vai explodir em algum ponto.
São dois grandes atores. Claire Danes se aperfeiçou em personagens complicados com seu trabalho perfeito em Homeland. E no papel de Niles Jarvis está Matthew Rhys, que já mostrou seu talento nas séries The Americans e Perry Mason. Rhys não precisa se esforçar para nos aterrorizar com ameças sutis e leves mudanças de tom. Infelizmente confirma-se a tendência: empresários são mostrados como pessoas ruins e capazes de qualquer coisa para atingir seus maléficos objetivos.
O clima de tensão é permanente. A enorme casa onde Aggie mora sozinha parece saída de um filme de terror. Os oito episódios de O Monstro em Mim estão disponíveis pela Netflix.









































A minissérie é ótima.Tensão o tempo todo.